Safe Money propõe pagamentos sem cartão, celular ou senha

Fazer um pagamento apenas olhando para um leitor, sem precisar apresentar cartão, celular ou digitar senha. Essa é a proposta do Safe Money, projeto criado pelo empresário brasileiro Rodrigo Pedroza, que pretende transformar a biometria em uma nova forma de acesso ao dinheiro. A tecnologia está em fase de desenvolvimento e o objetivo agora é atrair parceiros estratégicos para viabilizar sua implementação no mercado.
O projeto foi desenvolvido para eliminar uma das principais causas de atritos nas transações financeiras: a dependência de objetos físicos e informações memorizadas para comprovar a identidade do usuário. Atualmente, perder um cartão, ficar sem bateria no celular, esquecer senhas ou ser vítima de clonagem ainda faz parte da rotina de milhões de pessoas. A proposta da plataforma é substituir esse processo pela própria identidade do usuário, utilizando a leitura da íris e da impressão digital como forma de autenticação.
Na prática, o funcionamento acontece em quatro etapas. Primeiro, a plataforma identifica o usuário por meio da leitura da íris em menos de um segundo. Caso necessário, a impressão digital funciona como uma segunda forma de autenticação. Em seguida, o sistema apresenta, em uma área privada, todas as contas bancárias conectadas pelo Open Finance, permitindo escolher entre Pix, débito ou crédito. Se a compra for realizada em outro país, a conversão cambial acontece automaticamente e o valor final é apresentado antes da confirmação da operação. Por último, um gesto funciona como assinatura digital para autorizar o pagamento.
Outro diferencial do projeto é que ele foi pensado para aproveitar a infraestrutura já existente. Em vez de substituir máquinas de pagamento ou sistemas bancários, o Safe Money pode ser integrado aos terminais atuais por meio de módulos licenciados, utilizando o Open Finance como base para conectar diferentes instituições financeiras.
A plataforma também foi desenvolvida com foco em segurança e privacidade. O sistema não armazena imagens da íris ou da impressão digital. Apenas modelos matemáticos criptografados derivados dessas informações são utilizados para validar a identidade do usuário, seguindo os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Segundo Rodrigo Pedroza, a proposta não é criar mais um aplicativo financeiro, mas simplificar a forma como as pessoas utilizam o próprio dinheiro.
"Hoje dependemos de cartões, celulares e senhas para acessar algo que já é nosso. O Safe Money nasce para mudar essa lógica. Queremos que a identidade da própria pessoa seja a chave para realizar pagamentos com mais praticidade, transparência e segurança."
Agora, o foco do projeto é encontrar empresas, instituições financeiras, investidores e parceiros de tecnologia interessados em participar do desenvolvimento da plataforma e transformar a ideia em uma solução disponível para consumidores e empresas.
Rodrigo Pedroza é empresário e inventor, com atuação em projetos ligados à tecnologia, comunicação e inovação. Além do Safe Money, desenvolve iniciativas como HCELLVI, Global Condor, RCONECTERS, ROD10 Multimídia e Ventiladora & Ventilador, todos voltados à criação de novos produtos e soluções para diferentes mercados.
O empresário também vem conquistando reconhecimento internacional no audiovisual. Seu curta-metragem "Amazônia Xamã" recebeu recentemente quatro premiações em festivais realizados nos Estados Unidos: Melhor Diretor no Festival Natureza Sem Fronteiras, dois prêmios de Melhor Filme e uma Menção Honrosa em um festival de cinema em Nova York. O filme integra a programação oficial do evento e será exibido no próximo dia 2 de agosto, na cidade norte-americana.
Para Rodrigo Pedroza, a inovação acontece quando boas ideias encontram parceiros capazes de transformá-las em realidade.
"Sempre acreditei que inovar é resolver problemas reais. Hoje buscamos parceiros que queiram construir conosco projetos capazes de gerar impacto em diferentes setores. O Safe Money é o mais avançado deles e acreditamos que pode representar um novo passo na evolução dos meios de pagamento."





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