Seja bem-vindo
Belo Horizonte,20/07/2026

  • A +
  • A -

Mestre Zezinho, Duda Beat e Mombojó reúnem 15 mil pessoas no primeiro Psica no Marajó

g1.globo.com
Mestre Zezinho, Duda Beat e Mombojó reúnem 15 mil pessoas no primeiro Psica no Marajó
Publicidade


Vista aérea do primeiro festival Psica no Marajó: luau na beira da praia reuniu milhares de pessoas em evento gratuito
Matheus Almeida/Psica
Durante dois dias, a Vila de Joanes virou ponto de encontro entre o Marajó e o Brasil. Ao longo da primeira edição do Festival Psica no Verão Amazônico, cerca de 15 mil pessoas passaram pela comunidade para acompanhar dez shows gratuitos. Entre o pôr do sol na praia e os encontros à beira d'água, artistas nacionais dividiram o palco com mestres da cultura marajoara e nomes da nova cena amazônica, em uma celebração que colocou o próprio território no centro da programação.
"É um marco para a gente. Enquanto muita gente diz que está na hora de ir para o Rio ou São Paulo, nós fizemos o caminho contrário: voltamos para as nossas raízes. O Marajó tem uma influência enorme na história do Psica e na forma como entendemos a cultura amazônica. Esta terra já deu muito mais para a gente do que qualquer coisa que possamos oferecer. O festival é uma relação de troca e de afeto com esse território", afirma Jeft Dias, diretor do Psica.
Além da programação gratuita, o festival movimentou cerca de R$ 3 milhões na economia local, gerou 120 empregos diretos e aproximadamente 300 indiretos, envolvendo trabalhadores, fornecedores e empreendedores da região.
Mestre Zezinho ovacionado pelo público do festival: a cultura marajoara no centro da programação
Liliane Moreira/Psica
Marajó no centro do palco
A proposta ficou evidente já na primeira noite, quando um dos momentos mais marcantes do festival foi protagonizado por Mestre Zezinho, de Cachoeira do Arari. Autor de Invernada Marajoara, um dos carimbós mais emblemáticos da cultura marajoara, o compositor emocionou o público ao interpretar canções que retratam as paisagens, os campos alagados e o cotidiano da ilha. Ao lado do grupo Balanço de Maré, reafirmou a força da música autoral produzida no Marajó.
"É um prazer imenso participar do Psica, um festival que valoriza o caboclo marajoara, o linguajar, as expressões e as estações bem definidas da região. No verão, o campo vira mar e você passa de carro; no inverno, atravessa a flor d'água, contemplando as paisagens que o Marajó tem de melhor. Para mim, fazer parte desse festival foi muito importante", afirmou o mestre.
A abertura do festival ainda reuniu a histórica Tribo de Jah, referência do reggae nacional, a DJ Cleide Roots e Layse & Lambada da Serpente. Guiado pela guitarrista, baterista, cantora e compositora Layse, o grupo apresentou uma releitura contemporânea da lambada atravessada pela guitarrada amazônica e foi um dos shows mais celebrados da primeira noite.
Keila e DJ Pedrita: o rock doido comandado por mulheres
Liliane Moreira/Psica
No segundo dia, Keila dividiu o palco com a DJ Pedrita, primeira mulher DJ de aparelhagem do Oeste do Pará. Juntas, colocaram o público para cantar sucessos da Gang do Eletro, grupo que ajudou a projetar o tecnobrega e a música periférica de Belém para o Brasil e o exterior. Ao longo da trajetória, a banda participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, levou o gênero para festivais internacionais, teve músicas em novelas e conquistou um Prêmio Multishow.
Depois de mais de 15 anos sem se apresentar no Pará, a banda pernambucana Mombojó protagonizou um dos reencontros mais aguardados do festival. No encerramento do show, o vocalista Felipe S desceu do palco e foi carregado pelo público antes de participar de uma grande roda de pogo na areia da praia.
Duda Beat em show no Marajó, que marcou a volta da artista aos palcos do Pará
Lorena Fadul/Psica
Fechando a programação, Duda Beat lotou completamente a praia de Joanes com um espetáculo acompanhado por bailarinos e celebrou o retorno ao Pará, afirmando que estava feliz por voltar a se apresentar no estado depois de um longo período sem shows por aqui.
Mais do que reunir atrações de diferentes partes do Brasil, a primeira edição do Psica no Verão Amazônico reforçou uma característica que acompanha o festival desde sua criação: colocar artistas amazônicos em posição de protagonismo. Além de Mestre Zezinho e Balanço de Maré, a programação reuniu Grupo Paracauari convida Mestra Jesus, Encanto Marajoara, Mega Pop Show, Rock dos Brabos, DJ Rafael Cassiano e DJ Pedrita, aproximando diferentes gerações e territórios da música produzida na Amazônia.
O palco e o pórtico de entrada foram criados por artistas marajoaras do coletivo Caroço a partir de madeiras de embarcações recolhidas nas praias do Marajó
Divulgação
Impacto além da música
A valorização do território também apareceu na estrutura do festival. O palco e o pórtico de entrada foram criados por artistas marajoaras do coletivo Caroço a partir de madeiras de embarcações recolhidas nas praias do Marajó. O que antes era descarte, levado pelas marés, foi transformado em arte e cenografia, incorporando à identidade visual do evento fragmentos de barcos que um dia navegaram pelos rios da ilha.
"Encontramos na praia de Joanes a beleza trazida pelas nossas marés. Presentes navegantes que transformamos em matéria-prima para dar forma ao nosso sonho. Transformar o que seria descarte, resíduo, em arte e em estilo de vida", escreveu o coletivo Caroço, responsável pela criação do pórtico e de parte da cenografia do festival.
✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp
Agora no g1
VÍDEOS com as principais notícias do Pará
Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.