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O que se sabe e o que falta esclarecer sobre o feminicídio em Inhapim

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O que se sabe e o que falta esclarecer sobre o feminicídio em Inhapim
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Mulher que estava desaparecida é encontrada morta na zona rural de Inhapim
Flávia Silva Marques, de 27 anos, desapareceu no sábado (27) e foi encontrada morta seis dias depois em uma área de mata. O ex-marido está preso, mas a investigação ainda busca esclarecer detalhes da dinâmica do crime.
A morte da diarista Flávia Silva Marques, de 27 anos, mobilizou moradores de Inhapim e provocou uma força-tarefa da Polícia Civil para esclarecer o caso. O ex-marido da vítima está preso preventivamente por suspeita de feminicídio e também foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver.
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Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (3), delegados responsáveis pela investigação e o Ministério Público detalharam como a polícia chegou ao suspeito, o que já foi esclarecido e quais pontos ainda dependem da conclusão do inquérito e dos laudos periciais.
Veja o que se sabe até agora.
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Quem era Flávia Silva Marques?
Flávia tinha 27 anos e trabalhava como diarista. Ela era mãe de duas meninas, uma de 8 anos e outra de 3 anos. Segundo a Polícia Civil, estava separada do ex-marido havia cerca de seis meses.
Familiares relataram que ela era uma mãe presente, costumava deixar as filhas na casa dos pais quando saía e sempre voltava para buscá-las.
Quando Flávia desapareceu?
Segundo familiares, Flávia deixou as duas filhas na casa dos pais para ir a uma festa no sábado (27).
Ainda no sábado, parentes receberam mensagens enviadas do celular dela. Depois disso, ela não voltou a fazer contato.
Por que a família desconfiou que algo estava errado?
Segundo a Polícia Civil, Flávia não retornou no domingo para buscar as filhas nem compareceu ao trabalho na segunda-feira (29).
Como esse comportamento era incomum, os familiares registraram um boletim de ocorrência de desaparecimento.
Como a Polícia Civil chegou ao ex-marido?
Segundo a investigação, a Polícia Civil reuniu imagens de câmeras de segurança, realizou oitivas, levantamentos de campo e outras diligências.
Durante coletiva, o delegado Ivan Sales afirmou que o comportamento do ex-marido também chamou a atenção dos investigadores. Conforme a polícia, ele procurou familiares da vítima, ficou com as filhas, buscou a Polícia Militar demonstrando preocupação e chegou a dizer que Flávia poderia ter sido presa no México.
Ao ser abordado, segundo a Polícia Civil, o investigado indicou onde havia deixado pertences da vítima e levou os policiais até o local onde o corpo foi encontrado.
Como o corpo foi encontrado?
O corpo foi localizado na tarde de quinta-feira (2), em uma área de mata de difícil acesso, na zona rural de Inhapim, a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade.
Segundo a Polícia Civil, o investigado levou os policiais até o local durante a abordagem.
Por que o corpo só foi retirado no dia seguinte?
Segundo o delegado Sávio Moraes, embora o corpo tenha sido localizado na quinta-feira (2), a retirada foi adiada porque a equipe da Polícia Civil não tinha equipamentos suficientes para realizar o resgate em segurança.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e a remoção ocorreu na manhã de sexta-feira (3).
O que diz o ex-marido?
Segundo a Polícia Civil, ele afirmou que Flávia caiu de um penhasco depois que os dois tiveram uma relação sexual.
A investigação, porém, considera que há inconsistências nessa versão e aguarda os resultados da perícia e do exame necroscópico.
A polícia já sabe como Flávia morreu?
Ainda não.
Segundo o delegado Ivan Sales, a causa da morte será apontada pelo exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML).
O laudo também deverá esclarecer se Flávia morreu antes ou depois de ser lançada do penhasco.
Quais crimes são investigados?
O ex-marido está preso preventivamente por suspeita de feminicídio e também foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver.
Segundo o Ministério Público, também há indícios da prática de estupro, sequestro e tortura. A definição dos crimes dependerá da conclusão do inquérito policial.
Qual pode ser a pena?
Segundo o promotor de Justiça Jonas Linhares Júnior, caso sejam confirmados todos os crimes investigados, as penas podem ultrapassar 100 anos de prisão.
A investigação já foi concluída?
Não.
Segundo o promotor de Justiça Jonas Linhares Júnior, o inquérito está próximo da conclusão. O prazo inicial é de 10 dias e pode ser prorrogado por mais 15 dias, caso seja necessário.
Após a conclusão, a Polícia Civil encaminhará o inquérito ao Ministério Público, que decidirá quais crimes serão incluídos na denúncia contra o investigado.
O que acontece depois?
Depois que receber o inquérito, o Ministério Público poderá oferecer denúncia à Justiça.
Se a denúncia for aceita, o processo seguirá para a fase de instrução. Ao final dessa etapa, caberá à Justiça decidir se o investigado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O que ainda falta esclarecer?
Qual foi a causa da morte de Flávia;
Se ela morreu antes ou depois de ser lançada do penhasco;
Se houve estupro, sequestro e tortura;
Quais crimes serão atribuídos ao investigado na denúncia do Ministério Público;
Quando o inquérito será concluído.
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