Work In nasce para formar a próxima geração de mulheres CEOs

As mulheres brasileiras empreendem, sustentam famílias, criam negócios e movimentam a economia. Mas ainda existe uma distância gigante entre os negócios fundados por mulheres e as cadeiras nas quais as grandes decisões são tomadas. A contradição está posta: elas entram no empreendedorismo, mas chegam menos ao topo. Criam empresas, mas enfrentam mais obstáculos para escalar. Trabalham muito, mas nem sempre conseguem transformar esforço em estrutura, operação em crescimento e negócio próprio em empresa capaz de disputar espaço entre as maiores do país.
Segundo o Panorama Mulheres 2025, da Talenses/Insper, apenas 17,4% das empresas pesquisadas são presididas por mulheres. O dado revela uma questão que vai além da abertura de negócios. O problema não é apenas quantas mulheres empreendem. É quantas conseguem atravessar o caminho entre começar uma empresa e ocupar, de fato, cadeiras de poder.
Essa distância não nasce da falta de ambição, talento ou dedicação. Pelo contrário. Muitas empreendedoras constroem negócios enquanto acumulam funções, cuidam da casa, lideram equipes pequenas, vendem, atendem clientes, gerenciam o financeiro, produzem conteúdo e tomam decisões todos os dias sem uma estrutura proporcional ao tamanho da responsabilidade que carregam.
Os dados ajudam a dimensionar o problema. De acordo com o Sebrae, a remuneração das empreendedoras é 24% inferior à dos homens. Segundo o IBGE, mulheres dedicam 21,3 horas semanais a afazeres domésticos e cuidados, contra 11,7 horas dos homens. No mercado de inovação, apenas 12% do venture capital investido no Brasil vai para startups lideradas por mulheres. Além disso, 42% das mulheres empreendedoras têm crédito negado.
Na prática, isso significa que muitas mulheres tentam crescer com menos capital, menos tempo estratégico e mais sobrecarga operacional. O resultado é um modelo conhecido por grande parte das fundadoras: empresas que dependem demais da própria presença, memória e capacidade de executar tudo.
É nesse ponto que a Work In posiciona sua tese. A empresa nasce para participar da formação da próxima geração de mulheres CEOs do Brasil. Não apenas incentivando-as a empreenderem, mas ajudando negócios femininos a se tornarem mais estruturados, profissionais, escaláveis e preparados para ocupar espaços maiores na economia.
Para a fundadora e CEO da Work In, Anndrêa Franco, a questão central não está em pedir que mulheres façam mais. Está em construir as condições para que elas possam crescer de outro jeito. "Mulheres já constroem negócios. O que ainda falta é que esses negócios cheguem ao tamanho da sua competência, ambição e inteligência. A Work In existe para transformar sobrecarga em estratégia, caos em estrutura e IA em motor de aceleração. Não ensinamos tecnologia por moda. Preparamos mulheres para ocupar a cadeira de CEO, escalar com método e construir poder econômico. Porque autoridade se constrói. E história também", afirma.
A inteligência artificial entra nessa discussão não como promessa milagrosa, mas como uma tecnologia capaz de reduzir barreiras operacionais. Aplicada com método, ela pode ampliar capacidade de execução, organizar processos, documentar rotinas, estruturar atendimento, apoiar decisões, melhorar previsibilidade comercial e diminuir a dependência da fundadora em tarefas repetitivas.
Ainda assim, o acesso a esse uso estratégico permanece restrito. Segundo pesquisa da SumUp, 75% dos pequenos empreendedores brasileiros ainda não usam IA nos negócios. E, quando usam, muitas vezes o fazem de forma pontual, limitada a textos, posts ou ideias genéricas, sem integração com gestão, vendas, processos ou tomada de decisão.
A proposta da Work In é traduzir a inteligência artificial para a realidade de empreendedoras e empresárias. A empresa já realizou turmas e treinamentos com mulheres empreendedoras, com foco em transformar tecnologia em método prático de gestão. O objetivo é ajudar fundadoras a saírem da operação centralizada e construírem empresas com mais previsibilidade, autonomia e capacidade de escala.
"A mulher já sofre sobrecarga extrema em todos os papéis da vida. Nos negócios não é diferente. Quando um negócio depende da fundadora para tudo, ele não está escalando. Ele está consumindo a energia dela. A nossa missão é ajudar mulheres a criarem empresas que não sejam apenas expressão do seu esforço, mas estruturas capazes de crescer, gerar valor e disputar poder", diz Anndrêa.
Para ampliar o acesso ao método, a Work In realiza imersões online gratuitas voltadas a mulheres empreendedoras, além de programas presenciais, palestras, formações online e treinamentos in company. Os encontros apresentam formas práticas de aplicar IA em áreas como atendimento, marketing, vendas, gestão, processos e tomada de decisão, com foco na reestruturação estratégica do negócio, crescendo com previsibilidade, redução de custo e sem depender da empresária para pensar em tudo.
A ambição da empresa é clara: ajudar mais mulheres a atravessarem a distância entre ter um negócio e liderar uma empresa com relevância econômica. Para a Work In, a próxima fronteira do empreendedorismo feminino não é apenas abrir mais CNPJs. É construir mais empresas femininas capazes de crescer, influenciar mercados e ocupar cadeiras de decisão.
"Existe uma geração de mulheres que já provou que sabe liderar. Agora, precisamos construir a geração que vai levar empresas fundadas e lideradas por mulheres para a lista das maiores do país e fazer história. A Work In nasce para estar nessa travessia", afirma Anndrêa.
Em um país em que mulheres já demonstram força para criar negócios, o desafio agora é oferecer condições para que elas também cheguem ao topo. A inteligência artificial, quando tratada como infraestrutura e não como tendência, pode ser uma dessas condições. Não substitui liderança, visão ou coragem. Mas pode devolver às fundadoras algo essencial para quem deseja crescer: tempo, método e capacidade de decisão.
A história que a Work In quer ajudar a escrever não termina na abertura de empresas. Ela começa quando mais mulheres deixam de operar sozinhas e passam a liderar negócios preparadas para ocuparem as cadeiras de poder.





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