De olho no Norte e Nordeste, Maislaser aposta em joint venture e mira 120 novas unidades nas regiões

Em um país continental conhecido pelas particularidades de cada região, crescer a nível nacional pode exigir diferentes estratégias. Para acelerar a expansão em mercados em que ainda não conta com presença massiva, a Maislaser by Ana Hickmann, rede especializada em depilação e tratamentos dermatoestéticos com laser, aposta em um novo caminho: uma joint venture para atuação no Norte e Nordeste. O objetivo é atrair investidores e abrir 120 unidades nas regiões nos próximos cinco anos.
Na avaliação de Sidney Kalaes, sócio da Maislaser e presidente do Grupo Kalaes, holding de franquias multissetoriais, ambas regiões vêm ganhando protagonismo no consumo de serviços de estética e bem-estar. Atualmente, a marca conta com 10 franquias em operação entre Norte e Nordeste. Segundo Kalaes, todas as unidades nas regiões performam bem – o desafio está em conseguir novos investidores para escalar a presença nas regiões.
“No Norte e Nordeste temos um país completamente diferente do Sul e Sudeste, então precisávamos de alguém de lá, que entendesse os costumes locais e que pudesse estar próximo aos franqueados, já que a proximidade com a franqueadora é algo que os investidores buscam”, afirma Kalaes.
De acordo com o executivo, um contato com os sócios de uma holding do Maranhão levou ao desenvolvimento de um plano de expansão por meio de uma joint venture, estratégia na qual duas ou mais empresas se unem para realizar um projeto em comum, compartilhando recursos, custos, lucros e riscos.
“Eles queriam uma joint venture para ter um valuation lá na frente. [...] Para nós, fez sentido aceitar esse modelo e não o de master franqueado para sermos sócios nesse projeto, com uma joint venture que prevê participação igualitária”, diz o executivo. À frente da holding maranhense, registrada sob o nome 3612 Holding De Participações Societárias Ltda, está o sócio Sandro Silva de Souza.
De acordo com Kalaes, a aposta da empresa é que o modelo funcione como uma plataforma regional de desenvolvimento, capaz de unir conhecimento local, governança e velocidade de execução. Na prática, ele afirma que a estrutura foi desenhada para reduzir riscos e acelerar a tomada de decisão, adaptando estratégias comerciais, de marketing e de operação às particularidades do Norte e Nordeste.
O plano de expansão regional prevê 30 unidades próprias – com um investimento de R$ 14 milhões – e 90 franqueadas. “A presença inicial com unidades próprias fortalece a marca na região, gera histórico operacional e cria mais confiança para o investidor local, que passa a enxergar o negócio rodando na prática”, aponta Kalaes.
O foco da expansão serão capitais e cidades a partir de 70 mil habitantes, nas quais a empresa avalia que o mercado de estética apresenta demanda crescente, maior recorrência de consumo e espaço para profissionalização. Além disso, nas cidades acima de 100 mil habitantes, a rede trabalha com o modelo mais completo de clínica, que oferece, além dos procedimentos de depilação, outros tratamentos estéticos.
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Segundo Kalaes, a ampliação do portfólio é uma resposta às mudanças do comportamento do consumidor e já está impactando os resultados na rede. “No ano passado, colocamos os tratamentos dermatoestéticos e eles já representam 20% da nossa receita total”, aponta o executivo.
Neste ano, a rede está incluindo novos tratamentos, com opções voltadas a lipedema, gordura localizada, celulite, inchaço (edema), dores, inflamações e hematomas, além de protocolos de harmonização corporal. De acordo com Kalaes, a expectativa é que os novos serviços elevem em cerca de 30% o faturamento das unidades que os ofertarem.
Para cidades de até 100 mil habitantes, o investimento inicial total das franquias de depilação é de cerca de R$ 361 mil, com operação em áreas a partir de 45 m². Em cidades acima de 100 mil habitantes, a clínica mais completa, que oferece depilação e outros procedimentos estéticos, tem investimento inicial estimado em R$ 446 mil. Em todos os modelos, a previsão de payback varia entre 15 e 20 meses.
Atualmente, a rede conta com cerca de 150 unidades em operação. A média de faturamento das unidades varia de R$ 100 mil a R$ 130 mil por mês, de acordo com a localização e modelo de loja. A nível nacional, a expectativa é abrir ao menos 60 lojas em 2026.
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