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Belo Horizonte,03/07/2026

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Sobrevivente é resgatado dos escombros 8 dias depois dos terremotos na Venezuela

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Sobrevivente é resgatado dos escombros 8 dias depois dos terremotos na Venezuela
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Sobrevivente é resgatado dos escombros 8 dias depois dos terremotos na Venezuela
Oito dias depois dos terremotos, o governo da Venezuela ainda não tem um número oficial de vítimas desaparecidas. A ONU fala em 50 mil pessoas. A edição desta quinta-feira (2) do Jornal Nacional começou direto da capital, Caracas. Os enviados da Globo Eduardo Apolinário e Álvaro Pereira Júnior estavam em uma das regiões mais afetadas da cidade.
"Essa aqui é a região de Los Palos Grandes, um bairro de classe alta de Caracas. Onde, atrás de mim, no dia do terremoto, caiu uma torre dupla - um edifício chamado Petunia. Uma torre de 21 andares e outra torre de 15. Estima-se que tenha havido cerca de 30 mortes. Caracas está longe de ser a região mais afetada pelos tremores. A gente precisa vir a esse bairro para ver alguma coisa. Tanto que os prédios vizinhos, colados na torre dupla que caiu, continuam funcionando. As pessoas estão morando, o comércio está aberto. A região mais afetada, claro, fica a cerca de 40 minutos daqui de carro: é a região de La Guaira", conta o repórter Álvaro Pereira Júnior.
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Nesta quinta-feira (2), o número de mortos continua o mesmo de quarta-feira (1º): 2.295, estimando-se que haja 11 mil feridos. O número de desaparecidos é uma incógnita.
"Tudo que se refere à estatística é uma incógnita aqui na Venezuela, porque o governo tem uma certa aversão a divulgar números oficiais. Mas a oposição da Venezuela abriu uma página para que as pessoas registrem os seus desaparecidos. Até hoje à tarde, foram 41 mil notificações. Lembrando que quanto mais o tempo passa, menor a chance de se encontrarem pessoas vivas. Três dias é o prazo máximo em que existe uma grande possibilidade de encontrar vivos. Mas agora, o terremoto foi no dia 24, já estamos chegando naquela fase de dez dias ou mais, em que os resgates entram na categoria excepcional", diz Álvaro Pereira Júnior.
Venezuela: número de desaparecidos é uma incógnita
Jornal Nacional/ Reprodução
Resgate
Em meio à tragédia, o resgate de um vigilante comoveu a Venezuela.
Os socorristas podiam ver e se comunicar com Hernan Alberto Gil pelo monitor. Nos olhos, as marcas. O vigilante de 44 anos estava sob 9 m de escombros o estacionamento de um shopping. Foi encontrado na segunda-feira (29) com ajuda de equipamentos de detecção acústica e uma câmera de fibra óptica.
Quando o terremoto começou, na quarta-feira (24), Hernan correu para debaixo da mesa. Foi isso que o ajudou a se proteger. Bombeiros de sete países atuaram na operação. Ao vivo, na GloboNews, o repórter Pedro Pannunzio acompanhou o resgate.
Pedro Pannunzio, repórter: O Hernan Gil sendo levado nesse momento para uma ambulância e vai ser encaminhado para o hospital. Qual é o seu sentimento agora, nesse momento?
Resgatista: O sentimento de ter salvado uma vida. Não há nada melhor que esse sentimento.
Pedro Pannunzio: Vocês trabalharam quantas horas nesse resgate?
Resgatista: Mais de 65 horas, mas valeu a pena cada esforço.
O médico Luis Rodrigues explicou que os socorristas hidrataram e alimentaram Hernan até que pudesse ser retirado.
Sobrevivente é resgatado dos escombros 8 dias depois dos terremotos na Venezuela
Jornal Nacional/ Reprodução
O número de vítimas sobe a cada dia. Voluntários e socorristas dos Estados Unidos, do Brasil e de outros 25 países estão na Venezuela ajudando nos resgates e prestando assistência humanitária. Mas há dificuldades. Dezenas de ONGs denunciaram que o governo de Delcy Rodríguez tem obstruído os trabalhos nas áreas que mais precisam de ajuda. Os relatos vão desde exigência de propinas por forças de segurança até cerco militar - com estradas bloqueadas e postos de controle.
A ONG alemã ISAR, que atua em resgates extremos, cancelou a missão porque teve a entrada negada na Venezuela. O grupo de resgate do Chile afirmou que autoridades venezuelanas interromperam várias vezes o trabalho das equipes para pedir documentos, suspeitando que fossem espiões.
O governo venezuelano disse que está tentando impor ordem e manter as áreas e estradas desobstruídas para as equipes de emergência; afirmou que a permanência de muitas pessoas sem qualificação pode dificultar os trabalhos e aumentar o risco de acidentes.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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