Seja bem-vindo
Belo Horizonte,25/06/2026

  • A +
  • A -

Acionistas da Americanas se dizem surpresos com operação da PF e alegam que foram enganados por antiga diretoria

revistapegn.globo.com
Acionistas da Americanas se dizem surpresos com operação da PF e alegam que foram enganados por antiga diretoria
Publicidade


Após a Polícia Federal ter deflagrado uma operação que teve entre os alvos um acionista da Americanas e um ex-conselheiro da empresa, a LTS, holding que administra as participações de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira em dezenas de empresas, divulgou uma nota à imprensa em que o grupo diz ter sido surpreendido pela ação. Na nota, esses acionistas de referência reafirmam que foram enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Americanas.
Carlos Alberto Sicupira foi um dos alvos da PF hoje, assim como Paulo Alberto Lemann (ex-integrante do Conselho de Administração e filho de Jorge Paulo Lemann).
Juntos, os acionistas de referência da Americanas somam metade do capital da Americanas, segundo formulário de referência da companhia. Esse bloco de controle está assim distribuído: Sicupira tem 0,09% diretamente e outros 28,22% por meio da afiliada Sawdog; Telles detém 6,62% via Samer Investiment e Lemann soma 15,07% através da Cedar Trade.
A Operação Disclosure da PF investiga a fraude bilionária na Americanas, que veio a público em 2023 e provocou um rombo de R$ 25,3 bilhões na companhia. Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pela primeira vez, a investigação chegou aos acionistas da Americanas e a executivos de grandes bancos.
A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões. A operação tem apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25 (Disclousure). As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da companhia", diz a nota distribuída à imprensa.
No texto, o grupo afirma ter tido conhecimento das fraudes contábeis em 11 de janeiro de 2023, quando o escândalo veio a público. "Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos".
A nota conclui que as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial, "razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar."
Segundo o colunista Lauro Jardim, a operação da PF de hoje, que integra a segunda fase da Disclosure, é baseada em três delações premiadas (dos ex-diretores Marcelo Nunes, Fabio Abrate e Flávia Carneiro), na quebra de sigilo de dados da Americanas e depoimentos colhidos nos últimos dois anos pela policiais federais e pelo MPF.
Leia também:




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.