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Belo Horizonte,15/06/2026

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Brechó pet de Brasília fatura R$ 60 mil por mês vendendo roupas e acessórios usados

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Brechó pet de Brasília fatura R$ 60 mil por mês vendendo roupas e acessórios usados


Em Brasília (DF), a empreendedora Gabriele Carvalho Gomes, transformou o consumo consciente no mercado de animais de estimação em um negócio que fatura, em média, R$ 60 mil por mês.
À frente do Desapet Brechó, uma loja voltada à revenda de roupas, acessórios e brinquedos para cães e gatos, Gomes aposta no modelo de economia circular e no reaproveitamento de produtos para crescer com uma operação concentrada na internet.
O negócio começou por iniciativa de Maria Cândida, sogra de Gomes. Ao navegar por uma rede social, Cândida encontrou a história de um cachorro que havia caído de uma escada e precisava passar por uma cirurgia corretiva. Sensibilizada pela situação do animal, ela se mobilizou e reuniu um grupo de amigas para arrecadar os recursos financeiros necessários para custear o procedimento.
A operação do cão, batizado de Lilo, foi bem-sucedida. A partir das visitas frequentes de Cândida para acompanhar a recuperação do bicho, surgiu a ideia de criar um brechó focado no segmento pet. Meses depois, ela obteve a guarda definitiva do animal. Atualmente, Cândida não faz mais parte do dia a dia da empresa, mas o cão permanece como o mascote oficial da marca.
"O brechó começou com a minha sogra. Ela tinha visto numa rede social a história de um cachorrinho que tinha caído da escada, precisaria de uma cirurgia. E aí foi uma conexão imediata. Ela falou: 'Caramba, quero ajudar esse cachorrinho'. E aí se mobilizou, juntou as amigas e conseguiram o valor para ajudar o Lilo. A cirurgia foi um sucesso e a Maria Cândida passou a visitar o Lilo com frequência. Foi quando então ela teve a ideia de montar um brechó para pets. Uns meses depois ela conseguiu adotá-lo, pensou: 'pronto, adotei o Lilo, agora quero seguir em frente com a ideia de um brechó'", explica Gomes.
Antes de concentrar as atividades no ambiente digital, a empresa operou no varejo físico. A marca manteve duas lojas de rua que funcionaram simultaneamente com a plataforma de e-commerce por cerca de dois anos e meio. Contudo, a estratégia foi reformulada para reduzir custos estruturais e otimizar a margem de lucro, tornando o negócio 100% virtual. "Sempre seguimos com a parte online, sempre foi muito forte desde o início", afirma a empreendedora.
A engrenagem logística do Desapet Brechó funciona sob o formato de consignação. Nesse sistema de parceria, as pessoas que desejam desapegar de mercadorias antigas entregam os objetos para a empresa e recebem uma porcentagem do valor estipulado somente após a conclusão da venda.
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O catálogo de produtos reúne itens como roupas, brinquedos, bolsas de transporte, tapetes higiênicos, comedouros, bebedouros e porta-mantimentos. Toda a mercadoria fica centralizada em um cômodo na residência de Gomes. "Atualmente estão ali em torno de 1,5 mil itens aproximadamente, tanto expostos quanto guardados no estoque. As coisas chegam, vão embora rapidinho, é um giro muito grande", aponta a empresária.
O estoque é controlado por meio de contratos temporários com os fornecedores das peças. O documento principal estabelece um prazo de três meses para que o produto permaneça exposto nos canais digitais da loja. Se o item não for comercializado nesse período, a empreendedora propõe uma revisão nas condições comerciais ou oferece a devolução.
"O nosso contrato é de três meses. Depois desse período, a gente entra em contato novamente com o fornecedor para ver se ele quer fazer uma promoção ou devolvemos", detalha Gomes. Existe ainda uma terceira via prevista na negociação: caso o dono original não queira reaver o produto, os artigos podem ser destinados a um abrigo de proteção animal parceiro do brechó.
Na ponta, o diferencial competitivo da marca está na precificação dos produtos usados em comparação com os novos vendidos em pet shops tradicionais. "A gente vende peças 50% a 75% mais barato que nas lojas convencionais", argumenta.
A manutenção do fluxo de vendas e a atração de novos clientes dependem de uma rotina diária de divulgação nas plataformas digitais e em aplicativos de mensagens. Gomes abastece as redes sociais com fotos, vídeos e especificações técnicas dos novos produtos que chegam ao estoque, detalhando tamanhos, pesos suportados e utilidade das peças.
"Diariamente posto tanto nos grupos quanto nas redes sociais, eu vou sempre abastecendo, faço promoções", diz. Recentemente, ela demonstrou o funcionamento de uma bolsa de transporte para animais de até 4 kg.
Prestes a completar seis anos de atuação no mercado de economia circular para animais de estimação, Gomes planeja os próximos passos da empresa, com foco na profissionalização da plataforma de vendas e na expansão da infraestrutura física para suportar o volume de mercadorias. "Espero muito crescimento, um estoque maior, um site também bombando", conclui.
Veja a seguir a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo:
Brechó pet faz sucesso com roupas e acessórios para cães e gatos




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