Seja bem-vindo
Belo Horizonte,07/06/2026

  • A +
  • A -

Parada LGBT+ de SP vira 'segundo Natal' para empreendedores LGBTQIA+

revistapegn.globo.com
Parada LGBT+ de SP vira 'segundo Natal' para empreendedores LGBTQIA+


A 30ª Parada do Orgulho LGBT+, que ocorre neste domingo (7/6) na Avenida Paulista, em São Paulo, tradicionamento reúne milhões de pessoas para celebrar a existência, identidade e reivindicar respeito e visibilidade para a comunidade. A estimativa da organizadora, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), é reunir 2 milhões de pessoas neste ano.
A história do desfile começou em 1996, na Praça Roosevelt, e a partir de 1997 passou a ocupar uma das maiores avenidas da cidade. Desde então, é um dos eventos mais esperados do ano pela comunidade LGBT+ — e pelos empreendedores do nicho. Neste ano, o desfile completa 30 anos e reúne 14 trios elétricos, com atrações como Gloria Groove, Pabllo Vittar, Melody, Urias, Pepita, Diego Martins, entre outros.
De acordo com a organização, o trigésimo aniversário da Parada, porém, é marcado por uma queda de recursos que se deve à falta de patrocinadores — um recuo de 60%.
A cidade de São Paulo deve movimentar cerca de R$ 466 milhões na economia, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), uma queda de 15% em relação ao ano passado, em que o evento gerou aproximadamente R$ 548,5 milhões.
Embora menor, a movimentação financeira permanece relevante sobretudo para empreendedores que têm o público LGBT como o principal nicho. Alguns participam dos próprios eventos da Parada, como a Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, que ocorreu na última quinta-feira (04/06), no Vale do Anhangabaú, ou estão em rotas de fácil acesso para esse público, como a rua Augusta ou Largo do Arouche.
Confira algumas histórias:
Algazarra
Initial plugin text
A camisaria é fundada pelo casal Jacqueline Romualda e Andressa Trindade. As empreendedoras consideram o mês de junho o “segundo Natal” da marca.
Com loja na rua Augusta, região próxima de onde acontece a Parada, a marca de camisas voltada ao público LGBTQIA+ se destaca e recebe milhares de clientes, incluindo pessoas de fora de São Paulo.
Trindade conta que, com a época, o negócio costuma faturar entre R$ 50 a R$ 60 mil, um aumento de 140% em relação a um período normal.
“Eu acho que a importância de ser uma marca voltada para o público LGBT é representar identificação”, diz a empreendedora. “Muitos dos nossos clientes reclamam de não encontrar algo que eles se identificam, principalmente em lojas de departamento, e é aí que a gente fideliza essas pessoas. Para a gente, o público LGBT representa um segmento bem relevante em diversos mercados”.
Bonekishas
Initial plugin text
Após anos trabalhando no regime CLT, o cineasta JP Ferreira e o maquiador Breno D’Amore buscavam mais liberdade e criatividade, quando investiram na Bonekisha, uma loja e-commerce de unhas postiças e decoradas para pessoas queers, drag queens e artistas.
“Não é só o nosso público, mas é a nossa galera, o pessoal que a gente gosta de estar perto, shows que a gente gosta de assistir”, diz Ferreira.
Os fundadores costumam participar de feiras criativas e de empreendedorismo, é assim que fazem conexões com colegas e fortalecem essa rede de marcas voltadas ao movimento LGBTQIA+. “Isso é muito importante para fomentar a nossa economia, porque no final das contas é a gente pela gente”, diz o empreendedor.
Ferreira diz que tem bons resultados de vendas em épocas de eventos como esse e, a Feira da Diversidade geralmente ajuda a aumentar o retorno, pois as pessoas compram as unhas no evento para irem montadas à Parada.
A Bonekisha acumulou um faturamento de mais de R$ 19 mil no primeiro trimestre deste ano.
Uzo Clothing
Initial plugin text
Há 24 anos no mercado, a Uzo Clothing, fundada por Edson Cardim, é marcada por suas roupas brilhantes, estampadas e marcantes. A marca atua no segmento artístico, fornecendo produtos para emissoras, plataformas de streaming e demais ramos da moda.
“A importância primordial é lançar identidade e conceito por meio de quem quer se vestir”, diz Cardim. “Somos uma marca não só voltada ao público alternativo, mas principalmente ao meio artístico, atendemos todos e fazemos roupas para vestir identidades variadas”.
O empresário tem duas lojas em São Paulo, localizadas no Lardo do Arouche e no shopping Frei Caneca. As duas recebem muitos clientes e ficam movimentadas nesse período. Cardim descreve o mês da diversidade como “o mês de ouro”, que chega a superar o Natal em faturamento.
A projeção de vendas para este mês é de R$ 200 mil.
Leia também




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.