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Belo Horizonte,02/06/2026

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Caso Henry Borel: Monique presta depoimento sobre morte do filho

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Caso Henry Borel: Monique presta depoimento sobre morte do filho

Nesta terça-feira (2), teve início a fase de interrogatórios dos réus no julgamento do caso Henry Borel. A ré Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão, tortura e coação, foi a primeira a depor perante o tribunal.


Logo no início de sua fala, Monique solicitou ao juiz que o corréu, Jairo Souza Santos Júnior, fosse retirado do plenário para que ela pudesse prosseguir com o relato.


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Relacionamento e início da convivência


Em seu depoimento, Monique detalhou a cronologia do relacionamento com Jairo, afirmando que se conheceram entre outubro e dezembro e passaram a morar juntos na segunda quinzena de janeiro.


Segundo a ré, Henry Borel mudou-se para a nova residência apenas, após a contratação de uma babá.


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Monique descreveu que, inicialmente, Jairo apresentava um comportamento “educado, gentil e íntegro” e que a criança demonstrava gostar da companhia do padrasto.


Ela afirmou que o conheceu como médico por meio de redes sociais e que não tinha ciência de sua atuação como vereador no início do convívio.




Mudança de comportamento e queixas de Leniel Borel


De acordo com o relato apresentado no tribunal, Monique afirmou que o comportamento de Jairo começou a sofrer alterações após a sua eleição em novembro de 2020, quando ele passou a demonstrar ciúmes. No entanto, ela ressaltou que, até aquele momento, não havia percebido mudanças no tratamento dispensado a Henry.


Monique Medeiros mencionou um episódio ocorrido após o primeiro final de semana que a criança passou com o pai biológico, Leniel Borel.


Segundo Monique, Leniel relatou que Henry teria reclamado de um “abraço apertado” dado por Jairo.


Diante da queixa, Monique afirmou ter orientado Jairo a não repetir o gesto e decidiu que a criança não ficaria mais sozinha com ele, embora tenha interpretado a situação, na época, como uma manifestação de ciúmes por parte de Leniel.




Continuidade do julgamento


Monique Medeiros responde por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de tortura e coação no curso do processo.


Após o encerramento de seu interrogatório, o tribunal seguirá com a oitiva de Jairo Souza Santos Júnior, acusado de homicídio qualificado por meio cruel e torturas.


O rito processual prevê que, após os interrogatórios, iniciem-se os debates entre o Ministério Público e as defesas antes da votação pelo Conselho de Sentença.


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