Angelita Habr-Gama, cirurgiã referência no tratamento do câncer de reto, morre em SP

Angelita Gama era referência internacional
Arquivo Pessoal
A cirurgiã Angelita Habr-Gama, uma das maiores referências mundiais em coloproctologia (que estuda as doenças do intestino grosso, do reto e ânus) e no tratamento do câncer de reto, morreu no sábado (30) em São Paulo.
Uma das cientistas mais premiadas do país, ela estava internada desde o dia 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, instituição da qual fazia parte do corpo clínico desde 1980.
Pioneira, ela foi a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a primeira brasileira aceita como membro honorário da centenária American Surgical Association.
Ela presidiu inúmeras sociedades científicas e foi reconhecida pela revista Forbes como uma das mulheres mais influentes do Brasil.
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Em 2022, ela foi reconhecida pela Universidade de Stanford (EUA) como uma das médicas que mais contribuíram para o desenvolvimento da ciência, ficando entre os 2% de cientistas que mais se destacaram mundialmente.
Ela publicou centenas de trabalhos científicos, ganhou mais de 50 prêmios nacionais e internacionais, foi nomeada coordenadora no Brasil do Programa de Prevenção do Câncer Colorretal pela Organização Mundial de Gastroenterologia (OMGE) e fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci).
Em nota, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz informou estar "profundamente consternado com esta perda irreparável para a medicina brasileira" e destacou seu legado.
Angelita Habr-Gama em foto de junho de 2014
Clayton de Souza/Estadão Conteúdo/Arquivo




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