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Belo Horizonte,22/05/2026

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iFood acusa Keeta de espionagem corporativa; CESAR completa 30 anos: os destaques da semana

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iFood acusa Keeta de espionagem corporativa; CESAR completa 30 anos: os destaques da semana


A guerra do delivery ganhou um novo capítulo nesta semana, após o iFood processar a Keeta por concorrência desleal e acusar a empresa chinesa de espionagem corporativa. Nesta edição da newsletter, você fica sabendo mais sobre os bastidores da investigação.
Outro destaque é a comemoração de 30 anos do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), uma das iniciativas que ajudaram a transformar a capital pernambucana em um polo de inovação no Nordeste.
A edição desta semana fala também sobre as demissões na Meta e traz um resumo dos principais aportes e aquisições anunciados nos últimos dias.
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Boa leitura!
Guerra do delivery
O iFood entrou com uma ação na 1ª Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem de São Paulo contra a Keeta, acusando a empresa chinesa de concorrência desleal, espionagem e assédio sistemático a seus funcionários para obtenção de informações estratégicas e confidenciais.
Segundo o processo, ao qual PEGN teve acesso, mais de 30 consultorias teriam abordado cerca de 240 colaboradores do iFood ao longo do último ano com propostas de “conversas remuneradas” sobre o mercado de delivery brasileiro, com ofertas entre R$ 4 mil e R$ 5,5 mil por hora. O iFood pede indenização de R$ 1 milhão por danos morais e a interrupção imediata dos contatos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
A Keeta afirmou que “não contrata terceiros para abordar indivíduos em seu nome para os fins descritos” e disse que ainda não recebeu a notificação judicial. O período das abordagens coincide com a chegada da Keeta ao Brasil, anunciada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, quando a companhia também informou investimento de R$ 5,6 bilhões no país até 2030. A operação começou em Santos e São Vicente e depois avançou para São Paulo, enquanto a expansão para o Rio de Janeiro foi adiada, segundo a empresa, por limitações impostas por contratos de exclusividade, o que resultou na demissão de cerca de 200 funcionários.
Para mais informações sobre o caso, acesse a reportagem publicada no site de PEGN.
CESAR trintou
Em clima de celebração pelos seus 30 anos, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) realizou a primeira edição do CESAR Beat, evento que discutiu o futuro da inovação em trilhas como IA, cibersegurança, aprendizagem, empreendedorismo, impacto e design, no último fim de semana.
PEGN marcou presença e conheceu a trajetória da instituição, que começou com uma inquietação dentro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): transformar conhecimento em oportunidades capazes de reter talentos no Nordeste. Três décadas depois, o CESAR se consolidou como referência nacional em inovação, com 1,5 mil colaboradores e cerca de 130 projetos anuais para empresas como Motorola, Embraer e Caixa Econômica Federal, além de ter impulsionado mais de 1,7 mil startups e manter um portfólio ativo de ventures. Para saber mais sobre a instituição, leia a reportagem publicada no site de PEGN.
A capital pernambucana está se consolidando como um dos principais polos de inovação fora do eixo Sul-Sudeste. De acordo com um estudo desenvolvido por Sebrae/PE e o Startup Genome, 24% das startups da cidade em fase inicial que captam investimentos conseguem avançar para rodadas Série A, índice inferior apenas ao de Uberlândia (33%) entre ecossistemas brasileiros semelhantes.
O relatório também destaca a força do capital humano local, com Recife liderando o ranking nacional de estudantes de TI por habitante, além de um ecossistema enraizado culturalmente: 91% dos fundadores permanecem na cidade e 83% das startups surgiram em um raio de até 100 km da capital. Apesar dos avanços, o estudo aponta desafios como a baixa internacionalização, a dificuldade de retenção de talentos experientes e a necessidade de ampliar o número de startups e o acesso a capital para empresas em estágio inicial.
Demissões
A Meta, empresa por trás de Facebook, Instagram e WhatsApp, realizou demissões globalmente nesta quarta-feira (20/5), eliminando 8 mil postos de trabalho na empresa. Segundo O Globo, profissionais brasileiros foram atingidos pelos cortes na big tech, que afetaram as equipes de tecnologia, marketing e vendas, sendo alguns focados em pequenos negócios.
Na segunda-feira (18), a Meta já havia informado que 7 mil trabalhadores também seriam realocados para equipes recém-criadas focadas em iniciativas de IA, incluindo produtos e agentes. De acordo com a Bloomberg, novos cortes podem acontecer ainda neste ano. Procurada, a Meta afirmou que não vai comentar o assunto.
Aportes
Daki. A startup de entregas rápidas recebeu um investimento do iFood, de valor não divulgado, por uma participação minoritária inferior a 5%. A captação ocorre em um momento em que a Daki atingiu o breakeven e se aproxima de uma receita anualizada de R$ 1 bilhão, consolidando-se como uma das poucas startups de mercado digital surgidas durante a pandemia que seguem ativas. Ao longo da trajetória, a empresa atraiu fundos como Tiger Global, Notable Capital, GS Squared, HV Capital, Monashees e Kaszek, além de um aporte estratégico da Pernod Ricard. Segundo Rafael Vasto, CEO e fundador da Daki, a parceria com o iFood faz sentido pela complementaridade entre as empresas: o iFood aporta demanda, com seus 55 milhões de usuários ativos, enquanto a Daki entra com execução e dados. O investimento deve apoiar a expansão da startup para além de São Paulo e Minas Gerais ainda em 2026.
Memed. A plataforma de prescrição digital captou R$ 80 milhões em uma rodada coliderada pelos fundos DGF e BridgeOne, com participação da DNA Capital. A captação ocorreu um ano após a empresa atingir o breakeven, e os recursos serão destinados a tecnologia, produto e expansão da equipe de engenharia. Atualmente, a plataforma conta com 150 mil médicos ativos por mês, processa aproximadamente 100 milhões de prescrições digitais por ano e possui participação de cerca de 60% entre os médicos que utilizam prescrições digitais no país. A empresa projeta ampliar recursos de IA aplicada à prescrição, expandir integrações com prontuários eletrônicos e sistemas hospitalares e aprofundar sua camada de dados clínicos estruturados nos próximos 24 meses.
Robbin. A fintech focada em crédito B2B anunciou uma rodada seed de US$ 8 milhões (R$ 40 milhões) coliderada por Canary, Atlantico e Caravela, com participação da AB Seed, Norte Ventures e dos fundos estrangeiros Clocktower e Tomorrow Capital. A startup também estruturou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de US$ 100 milhões (R$ 500 milhões) com a XP Investimentos, por meio da gestora Augme. A fintech, que possibilita que grandes empresas, como Chilli Beans, Baterias Moura, Malwee e Brinox, ofereçam cartões virtuais aos clientes B2B, utilizará os recursos da rodada para expandir sua plataforma e desenvolver agentes inteligentes voltados à otimização de workflows financeiros. Já o FIDC será destinado exclusivamente à operação de crédito da plataforma, financiando compras de varejistas junto às indústrias parceiras.
Pitz. A startup mexicana de infraestrutura automotiva e mobilidade anunciou uma extensão de sua rodada de investimentos, adicionando cerca de US$ 2,9 milhões (R$ 14,5 milhões) ao aporte inicial de US$ 2,1 milhões (R$ 10,5 milhões) e totalizando US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) captados em menos de um ano. A empresa, que está expandindo para o Brasil, atraiu investidores como Alaya, Boost, Cracks, Latitud, The Pitch, BFF, Marathon e Amplifica com a sua tese voltada à modernização de oficinas mecânicas na América Latina. O aporte será usado para consolidar a atuação da empresa na América Latina e acelerar o desenvolvimento tecnológico da plataforma.
Sinatra IA. A startup especializada em inteligência operacional para o varejo digital levantou R$ 10 milhões em rodada seed liderada pela BluStone, com participação da Caravela Capital, GR8 Ventures e Plug and Play. Com sua plataforma, a startup monitora e atua sobre anomalias operacionais em tempo real no e-commerce. A empresa já atende 40 clientes, incluindo Pague Menos, Electrolux, Decathlon, Americanas e ASICS e prevê identificar anomalias capazes de evitar até R$ 1 bilhão em perdas potenciais para clientes varejistas. Os recursos captados serão direcionados principalmente para pesquisa e desenvolvimento, expansão da malha proprietária de agentes de IA e lançamento de novas extensões da plataforma.
SolarZ. A startup especializada em soluções para o mercado de energia solar recebeu um investimento de R$ 5,8 milhões da Triaxis Capital e da Crescera Capital, por meio do fundo Criatec4. A SolarZ oferece ferramentas como monitoramento de usinas, CRM, gerador de propostas, chat, gestão de pós-vendas e pagamentos, reunindo mais de 6 mil clientes, 962.146 usinas solares e 1.175.767 unidades consumidoras. A nova rodada será direcionada à ampliação das soluções financeiras da empresa, incluindo crédito para antecipação de recebíveis e financiamento de sistemas fotovoltaicos, além da integração com instituições financeiras do setor.
Sandwiche. A plataforma de operação de campanhas de marketing de afiliados com inteligência artificial concluiu uma rodada de investimento de R$ 1,5 milhão, com participação de Bossa Invest e Raio Capital. A startup oferece uma solução de ponta a ponta para marcas transformarem criadores de conteúdo em canais previsíveis de vendas, utilizando agentes de IA para seleção de profissionais, onboarding automatizado, gestão de entregas, rastreamento de conversões e análise de resultados, atendendo empresas como Emma Colchões, Guess, Hapvida e Positive.Co. Do lado dos criadores, a Sandwiche atua como uma central de afiliação, produção de UGC, vendas e gestão de campanhas, reunindo mais de 600 mil usuários cadastrados. Os recursos captados serão direcionados para expansão do time comercial, evolução tecnológica da plataforma, desenvolvimento de funcionalidades de brand safety e aprimoramento do sistema de matchmaking entre marcas e criadores.
First Answer. Fundada em junho de 2025, a startup que atua no nicho de GEO (Generative Engine Optimization) monitorando como marcas aparecem em respostas de inteligência artificial finalizou uma rodada pré-seed de R$ 400 mil, com investidores-anjo, o fundo Bossa Invest e recursos do programa Inova Startups, do Sebrae SC. O capital será destinado principalmente às áreas de marketing, vendas e distribuição comercial. Operando no modelo SaaS B2B, a startup atende setores de tecnologia, saúde e alimentos, incluindo marcas como Ferrero, ClickBus, Afya, Avenue, Piperun, Infleet, Legalcloud e Jurídico AI.
M&A
Paag. O hub de soluções teve a sua vertical de pagamentos adquirida pela Z.ro Global Payments, em movimento para ampliar a participação da fintech no setor de pagamentos digitais. Com a operação, a Z.ro incorpora mais de 200 milhões de transações anuais da Paag e fortalece sua atuação no mercado de jogos, segmento que já representa cerca de 25% da receita da empresa e deve chegar a 35% no primeiro ano após o M&A. Nascida no Porto Digital, no Recife (PE), a Z.ro foi acelerada por Endeavor, Visa, Itaú e BID e também opera na Argentina, Chile e Peru.
Grupo Hive. A multinacional italiana Zucchetti anunciou a aquisição do controle acionário do grupo, dono das marcas Infotera, HSystem, Bee2Pay, Niara e Omnibees, em um movimento para consolidar uma plataforma global de tecnologia para hospitalidade. A operação, cujo valor não foi divulgado e ainda depende de aprovação do Cade, amplia a presença da multinacional na América Latina ao incorporar a Omnibees, que conecta mais de 10 mil hotéis a canais de venda online e mais de 750 parceiros de distribuição em países como Brasil, Portugal, Colômbia e México. Com a aquisição, a Zucchetti passa a integrar em um único ecossistema soluções de gestão de propriedades, distribuição, reservas, pagamentos, inteligência de dados e vendas diretas para hotéis, buscando reduzir a fragmentação de sistemas do setor.
BBChain. A startup brasileira especializada em infraestrutura blockchain para instituições financeiras foi adquirida pela Evertec. A transação prevê um investimento inicial de R$ 28 milhões, garantindo à Evertec cerca de 67% de participação na BBChain, com a fatia restante condicionada a metas de desempenho futuras. Fundada em 2018 e sediada em São Paulo, a BBChain desenvolve soluções de tokenização de ativos, custódia digital e blockchain corporativo para instituições financeiras e participa de iniciativas regulatórias e projetos-piloto do mercado financeiro brasileiro. Com a incorporação da tecnologia da startup, a Evertec pretende ampliar sua atuação em segmentos como fundos, renda fixa e crédito, integrando infraestrutura blockchain a sistemas já existentes de forma segura, escalável e alinhada ao ambiente regulatório.
Movimentações
Investigação. O iFood entrou na mira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que abriu uma investigação formal para apurar possível descumprimento do acordo antitruste firmado com a empresa em 2023. Segundo reportagem do Pipeline, o Cade monitorava uma possível quebra do acordo desde fevereiro, após denúncias de restaurantes e associações, e, no dia 9 de maio, questionou a empresa sobre as práticas. Agora, a investigação vai apurar possíveis violações ao Termo de Compromisso de Cessação (TCC), que estabeleceu limites aos contratos de exclusividade do iFood, incluindo teto de 25% do GMV vinculado a acordos exclusivos em nível nacional e limite de 8% de restaurantes exclusivos em municípios com mais de 500 mil habitantes. Procurado, o iFood afirmou que irá prestar esclarecimentos ao órgão e reiterou seu compromisso com o cumprimento do TCC.
Mulheres empreendedoras. A inDrive anunciou o lançamento da Aurora Ventures, novo programa de investimentos criado para apoiar fundadoras em mercados emergentes, como o Brasil, com foco em startups em estágio inicial. A iniciativa, baseada na operação do Aurora Tech Award, pretende validar uma tese de investimento para futuramente estruturar um fundo formal. Segundo a empresa, o ciclo de 2026 funcionará como piloto para construção de um portfólio inicial e geração de histórico de resultados que sustente a criação futura de um fundo. Além do aporte financeiro, o programa oferecerá mentorias, conexões com investidores e suporte operacional às startups selecionadas.
Oportunidade
Turismo. A primeira fase do edital Mais Turismo, iniciativa do Itaipu Parquetec em parceria com a Itaipu Binacional e o Embratur Lab, laboratório de inovação da Embratur, está com as inscrições abertas. O programa vai selecionar ideias e startups para desenvolver soluções para desafios reais do setor turístico, com a validação dos produtos no Complexo Turístico Itaipu. A iniciativa prioriza propostas ligadas a tecnologia, inteligência de dados, sustentabilidade, eficiência operacional e experiência do visitante, incluindo temas como gestão de resíduos, eficiência energética, redução de filas e personalização da jornada turística. Na modalidade Aceleração, até duas startups poderão receber aporte de até R$ 120 mil cada, enquanto até oito projetos de Incubação terão acesso a até R$ 20 mil, além de mentorias e capacitações. Interessados podem se inscrever até 21 de junho pelo site.
Curtas
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