VÍDEO: Casal cria salão de beleza LGBTQIA+ e viraliza com cabelos 'diferentões'

Para alcançar um público que busca transformação e expressão pessoal, as empreendedoras Isabela Stein e Aline Espírito Santo criaram um salão de beleza especializado em cabelos alternativos, com cortes ousados, colorações vibrantes e foco em acolhimento LGBTQIAP+, o Rupi.
O negócio nasceu da união das experiências do casal. Isabela cresceu em uma família de cabeleireiros, enquanto Aline trabalhava com marketing em um banco antes de migrar para o universo da beleza. Juntas, decidiram criar um espaço com identidade própria, longe do modelo tradicional de salão.
As duas decidiram juntar as economias e investiram R$ 138 mil para iniciar o negócio. “Quando a gente decidiu abrir o nosso salão, queríamos algo que fosse a nossa cara, mais despojado e confortável”, conta Isabela.
O valor foi suficiente para comprar quatro cadeiras, dois lavatórios e fazer a reforma do espaço. Elas transformaram a obra em conteúdo para as redes sociais, uma estratégia que acabou impulsionando a marca logo no início.
Os vídeos mostrando os bastidores da reforma e a construção do salão geraram forte engajamento e ajudaram a atrair os primeiros clientes. Segundo as empreendedoras, cerca de 90% do público chega ao salão por meio das redes sociais.
Outra estratégia que trouxe retorno financeiro e conversão de clientes foi a publicação de desenhos e referências de cortes e colorações criados pelas próprias cabeleireiras, em um estilo já conhecido pelo ramo da tatuagem, com as famosas “flash tattoos”. A ideia era oferecer pacotes fechados inspirados nesses visuais.
O formato fez tanto sucesso que outros salões passaram a reproduzir a estratégia.
Hoje, o espaço se destaca pelo foco em diversidade e liberdade de expressão. O salão atende principalmente o público LGBTQIAP+, mas, segundo as fundadoras, é “hetero-friendly” e aberto para qualquer pessoa que queira experimentar novos estilos sem medo de julgamentos.
Entre os pedidos mais populares estão as mechas em listras, apelidadas de “rabo de guaxinim”, e cortes como o mullet moderno. Apesar de as colorações serem mais lucrativas, os cortes representam a maior parte do faturamento pela alta demanda diária. A receita mensal do Rupi é de R$ 70 mil.
As referências criativas vêm de todos os lados: videogames, séries, filmes, internet e até pessoas vistas na rua.
Com lista de espera, principalmente aos sábados, o salão se consolidou como um espaço de transformação estética e acolhimento. Para as sócias, mais do que um negócio, o empreendimento também carrega uma missão de mostrar que pessoas LGBTs estão seguras no estabelecimento.
Confira a reportagem completa que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios:
Casal cria salão LGBTQIA+ e viraliza com cabelos 'diferentões'
Leia também:




COMENTÁRIOS