Inverno é a estação mais indicada para procedimentos estéticos e cuidados intensivos com a pele, explica dermatologista
Dra. Bhertha Tamura, dermatologista, mestre e doutora em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo Com a chegada das temperaturas mais baixas, cresce também a procura por procedimentos estéticos voltados ao rejuvenescimento e à renovação da pele. O inverno é considerado a época mais indicada para a realização de tratamentos dermatológicos mais intensivos, principalmente devido à menor exposição solar.
A Dra. Bhertha Tamura, dermatologista, mestre e doutora em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, explica que o período favorece os cuidados estéticos porque as pessoas costumam reduzir atividades ao ar livre, como idas à praia, piscina e locais com alta incidência solar. “Especialmente em um país quente como o Brasil, o inverno facilita o cuidado da pele após procedimentos mais agressivos, justamente porque há uma redução natural da exposição ao sol. Isso ajuda a evitar complicações, como queimaduras e manchas, principalmente em tratamentos realizados com laser e luz intensa pulsada”, afirma.
Entre os tratamentos mais eficazes para estimular a renovação celular e melhorar a aparência da pele estão os peelings superficiais, médios e profundos, além de procedimentos realizados com laser, microagulhamento e técnicas invasivas que podem causar descamação, pequenos sangramentos, equimoses (manchas roxas) ou hematomas. Apesar de poderem ser feitos em outras épocas do ano, esses tratamentos encontram no inverno condições mais favoráveis para recuperação, reduzindo os riscos de irritações e alterações de pigmentação.
“Na dermatologia, costumamos dizer que muitos dos procedimentos com maior potencial de rejuvenescimento também são os mais agressivos para a pele. Por isso, o inverno acaba sendo o momento ideal para realizá-los, já que conseguimos controlar melhor a exposição solar durante a recuperação”, destaca a Dra. Bhertha.
Além disso, a especialista reforça que os cuidados diários devem ser mantidos mesmo nos dias frios. Isso porque o clima seco e a baixa umidade do ar comprometem a barreira de proteção natural da pele, favorecendo ressecamento, sensibilidade e irritações.
“O inverno é uma estação muito mais seca, e isso impacta diretamente a saúde da pele. Pessoas que já possuem dermatite ou tendência ao ressecamento podem apresentar piora dos sintomas ou até crises desencadeadas pela diminuição da umidade do ar”, alerta a dermatologista.
Além dos procedimentos estéticos, a médica recomenda reforçar a hidratação corporal e facial, evitar banhos excessivamente quentes e manter o uso diário do protetor solar, mesmo em dias frios ou nublados.
“Muitas pessoas acreditam que o protetor solar pode ser deixado de lado no inverno, mas a radiação ultravioleta continua presente e pode causar danos à pele, especialmente durante tratamentos dermatológicos”, finaliza.
Dra. Bhertha Tamura - dermatologista. Mestre e Doutora em dermatologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.




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