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Belo Horizonte,15/05/2026

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Como estruturar uma marmoraria competitiva: Diohn do Prado fala sobre gestão, diferenciação e crescimento no setor de rochas ornamentais

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Como estruturar uma marmoraria competitiva: Diohn do Prado fala sobre gestão, diferenciação e crescimento no setor de rochas ornamentais


Diohn do Prado, diretor administrativo com trajetória sólida no setor de mármores e granitos, observa que o mercado de rochas ornamentais movimenta bilhões de reais por ano no Brasil e oferece oportunidades reais para empreendedores dispostos a unir conhecimento técnico com visão de negócio. Boa parte dos negócios que não prosperam nesse segmento falha não pela falta de demanda, mas pela ausência de uma gestão estruturada desde o início das operações. Abrir uma marmoraria exige muito mais do que dominar o processo de corte e acabamento de pedras: exige entender o mercado, posicionar o negócio de forma clara e construir uma base de clientes fidelizados ao longo do tempo.
O setor apresenta uma característica que poucas áreas combinam com tanta naturalidade: a possibilidade de atender simultaneamente a projetos populares e a obras de altíssimo padrão, com materiais que vão do granito mais acessível ao mármore importado de maior valor agregado. Essa versatilidade é uma vantagem competitiva importante, mas também exige do empreendedor a capacidade de transitar entre perfis de clientes muito distintos, adaptando a comunicação, o atendimento e a proposta de valor a cada contexto de forma consistente.
Gestão financeira como pilar da sustentabilidade do negócio
Um dos erros mais comuns entre novos empreendedores do setor é subestimar os custos fixos operacionais e superestimar a velocidade de retorno sobre o investimento inicial. Maquinário especializado, manutenção de equipamentos, estoque de chapas e capital de giro para honrar prazos de fornecedores são despesas que precisam estar previstas no planejamento financeiro desde o primeiro dia.
Conforme aponta Diohn do Prado, a margem real do negócio só se torna clara quando todos os custos diretos e indiretos são mapeados com precisão, e muitos empreendedores chegam a esse entendimento tarde demais, já com o caixa comprometido. Trabalhar com um controle financeiro rigoroso desde a fase inicial é uma das práticas que mais diferencia os negócios que crescem dos que fecham nos primeiros anos.
A precificação adequada dos serviços é outro ponto crítico. Cobrar abaixo do mercado para conquistar clientes pode parecer uma estratégia inteligente no curto prazo, mas tende a gerar um ciclo vicioso de alta demanda com baixa rentabilidade que esgota a operação sem gerar resultado. Diohn do Prado sinaliza que o preço justo, calculado a partir dos custos reais mais uma margem sustentável, é o único caminho para construir um negócio sólido no setor de rochas ornamentais sem comprometer a qualidade do serviço prestado.
Diferenciação como estratégia de crescimento
Em um mercado com muitos concorrentes oferecendo produtos similares, a diferenciação passa a ser o principal fator de atração e retenção de clientes. Investir em atendimento consultivo, oferecer suporte na escolha dos materiais mais adequados para cada projeto e garantir prazos de entrega cumpridos rigorosamente são diferenciais que constroem reputação ao longo do tempo.
Na concepção de Diohn do Prado, a marmoraria que se posiciona como parceira do cliente no projeto, e não apenas como fornecedora de pedras cortadas, conquista uma vantagem competitiva difícil de ser replicada por concorrentes que operam apenas no preço. Essa relação de confiança gera indicações espontâneas que se tornam a principal fonte de novos negócios para as empresas mais bem posicionadas no setor.
A especialização em nichos específicos, como revestimentos para obras de alto padrão, projetos de áreas externas ou reformas de ambientes comerciais, também é uma estratégia eficaz para reduzir a competição direta por preço e aumentar o valor percebido dos serviços oferecidos. Diohn do Prado descreve que marmorarias especializadas conseguem cobrar mais por seus serviços porque entregam um nível de conhecimento técnico e cuidado no resultado que o mercado generalista raramente oferece, tornando a especialização um caminho natural para quem busca crescimento sustentável no setor.
O papel da tecnologia na evolução da marmoraria moderna
A incorporação de tecnologias de corte a jato d'água, fresadoras CNC e sistemas digitais de medição transformou a capacidade produtiva das marmorarias nos últimos anos, permitindo acabamentos mais precisos, menor desperdício de material e maior agilidade na execução dos projetos. Diohn do Prado menciona que o investimento em tecnologia, embora represente um custo inicial elevado, se paga rapidamente quando a operação está bem dimensionada e a carteira de clientes é suficiente para absorver a capacidade instalada.
Além disso, a modernização do parque tecnológico melhora a qualidade final dos produtos e reduz a dependência de mão de obra especializada escassa, tornando o negócio mais resiliente diante das variações do mercado de trabalho e das flutuações de demanda ao longo do ano.




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