De farmácias a supermercados: figurinhas da Copa 2026 impulsionam negócios de diferentes setores

Para muitos torcedores, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo já virou tradição durante o torneio. Mas, se antes colecionar era sinônimo de ir somente às bancas de jornais e revistas para comprar os itens, hoje, o colecionador encontra os produtos espalhados por diferentes estabelecimentos – muitas vezes, a apenas alguns cliques de distância.
Esta não é primeira vez que as figurinhas estão disponíveis fora das bancas, mas a busca e a oferta em canais de venda alternativos cresceram em 2026. O iFood, por exemplo, se uniu pela primeira vez à Panini, empresa responsável pelo álbum da Copa, em 2022. Durante todo o período da edição, foram vendidos mais de 252 mil itens entre álbuns e pacotes de figurinhas a partir do app.
Neste ano, em apenas sete dias de vendas o volume de vendas já mais que dobrou. Segundo a plataforma de delivery, entre 30 de abril e 6 de maio foram mais de 563 mil pacotes de figurinhas e 7 mil álbuns vendidos. No período, foram realizados cerca de 58 mil pedidos.
De acordo com o iFood, atualmente, 3.064 comércios estão vendendo produtos Panini da Copa 2026 na plataforma. “A loja oficial da Panini dentro da plataforma, conta com parceiros como Shopper, Oxxo, Atacadão, Carrefour, Americanas e Daki. A operação foi estruturada para garantir entregas rápidas em diferentes regiões do país, ampliando o acesso dos consumidores aos produtos oficiais da coleção”, diz o iFood.
A empresa afirma que as vendas relacionadas ao álbum da Copa vêm impulsionando também a demanda por outros produtos. Segundo a companhia, atualmente, 13,3% das compras de figurinhas e álbuns da Panini incluem outros produtos do vendedor no mesmo pedido.
No varejo físico, o Oxxo, rede de mercados, é uma das empresas que aposta nas figurinhas para ampliar a venda de outros produtos do estabelecimento e fortalecer a relação com o consumidor. “Essa iniciativa [de oferecer figurinhas da Copa nas unidades] faz parte de uma estratégia maior de estar presente nos momentos culturais que mobilizam os consumidores. Acreditamos que produtos como o álbum e as figurinhas são parte da transformação da loja em um ponto de encontro e convivência, inserido nas conversas e rituais que acontecem em torno da Copa”, afirma Abelardo Garcia, diretor comercial, de marketing e negócios digitais do Oxxo.
A rede, que está comercializando os itens em mais de 600 lojas, não abre o número de unidades vendidas até o momento, mas afirma que os resultados já “superaram as expectativas”. Segundo Garcia, a empresa projeta aumento no fluxo de clientes e de compras complementares durante todo o torneio. “A Copa é um momento que vai além dos 90 minutos de jogo, e buscamos capturar esse consumo ampliado – desde a troca de figurinhas até o pré e pós-partida”, aponta o executivo.
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De acordo com Garcia, a venda pelos canais digitais “surpreendeu positivamente”, mas ele afirma que as lojas físicas desempenham um o papel "extremamente relevante” pela experiência e pelo potencial de geração de fluxo e conexão entre as pessoas. “Por isso, além das vendas, estamos promovendo mais de 500 eventos em mais de 50 lojas Oxxo para troca de figurinhas”, diz.
A estratégia se espalha por outros segmentos do mercado. Na rede de farmácias Pague Menos, 1689 lojas físicas receberam o álbum da Copa deste ano. Segundo a empresa, a iniciativa busca ampliar a experiência dos clientes no período que antecede o maior evento do futebol mundial.
A rede não compartilha o volume de venda esperado, mas afirma que a expectativa é dobrar a quantidade de álbuns e figurinhas comercializados em 2022. “Com essa estratégia alinhada a campanhas de marketing, a rede acredita que haja um aumento no fluxo de pessoas em loja e na frequência de compra, que também estimula um acréscimo no t médio por meio de cross-sell (balas, bebidas, conveniência e outros)”, afirmou a empresa em nota enviada a PEGN.
Com mais 130 lojas pelo Brasil, a Livraria Leitura também vê a venda de álbuns e figurinhas como um caminho para movimentar as unidades e comercializar outros itens do negócio. “Muitas pessoas entram inicialmente para comprar figurinhas, mas acabam consumindo outros produtos, como livros, papelaria, jogos, presentes e itens geek”, comenta a empresa.
De acordo com a rede de livrarias, a expectativa para 2026 é vender cerca de 20 milhões de pacotinhos de figurinhas. Com cada pacote comercializado a R$ 7, o volume equivale a uma receita de R$ 140 milhões com as figurinhas. “Esse fluxo adicional costuma criar oportunidades de vendas cruzadas e aproximar novos consumidores da livraria, especialmente o público jovem e famílias”, diz a empresa.
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