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Belo Horizonte,14/05/2026

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Bessent: EUA e China podem remover taxas de setores e ampliar comércio

cnnbrasil.com.br
Bessent: EUA e China podem remover taxas de setores e ampliar comércio

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (14) que Washington e Pequim discutem mecanismos para ampliar a cooperação econômica bilateral, incluindo a criação de conselhos voltados a comércio e investimentos entre os dois países e a possível remoção de tarifas de setores específicos.


Em entrevista à CNBC, Bessent disse que as conversas com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, antecederam a reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Segundo ele, os dois lados discutiram comércio e temas ligados à abertura econômica chinesa.


Ao comentar as negociações comerciais, o secretário avaliou que os EUA têm posição favorável por serem o país deficitário na balança bilateral.


“A história econômica diria que o país deficitário sempre tem uma posição mais forte”, afirmou.




Bessent ainda disse que os dois lados discutem a possibilidade de remover tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em comércio em setores considerados não críticos, como bens de consumo de baixo valor agregado que, de acordo com ele, os EUA “nunca vão repatriar” produtivamente.


O secretário afirmou que EUA e China pretendem criar um “Conselho de Comércio” para tratar da relação comercial bilateral e um “Conselho de Investimentos” voltado a investimentos chineses em áreas consideradas não sensíveis à segurança nacional.


“Há muitas coisas nas quais os chineses poderiam investir nos EUA”, destacou Bessent.


Segundo ele, a ideia é definir previamente setores “não estratégicos e não sensíveis”, evitando que operações sejam submetidas ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (CFIUS, na sigla em inglês), órgão responsável por revisar riscos à segurança nacional.


Bessent também afirmou que o governo Trump pressiona Pequim a fortalecer o consumo doméstico. “A economia doméstica chinesa tem sido fraca”, apontou.


Segundo ele, a China precisa ampliar a participação da renda do trabalho no PIB (Produto Interno Bruto), reduzindo a dependência da manufatura e das exportações.




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