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Belo Horizonte,10/06/2026

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Exportações de carne de frango alcançam 486,5 toneladas em abril

cnnbrasil.com.br
Exportações de carne de frango alcançam 486,5 toneladas em abril

As exportações brasileiras de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, somaram 486,5 mil toneladas em abril, maior resultado já registrado para o mês. As informações são da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). 


O volume representa crescimento de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 475,9 mil toneladas.


A receita obtida com os embarques alcançou US$ 940,5 milhões no mês, uma alta de 3,8% na comparação com o mesmo período de 2025.




No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 1,943 milhão de toneladas, avanço de 4,3% frente ao mesmo intervalo do ano passado, quando o volume exportado foi de 1,863 milhão de toneladas.


Em receita, o crescimento acumulado entre janeiro e abril foi de 6,1% na comparação interanual, e o setor somou US$ 3,704 bilhões no período.


Entre os principais destinos das exportações brasileiras em abril, a China permaneceu na liderança, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. 


Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas e crescimento de 13,1% e Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas. A União Europeia teve um crescimento de 23,1% no volume, enquanto as importações mexicanas de carne de frango brasileira subiram 50,2%.


Em seguida aparecem África do Sul, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul e Singapura.


“O cenário internacional segue bastante dinâmico para a proteína animal brasileira. Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin. 


Santin pontuou, no entanto, que o cenário geopolítico mais desafiador no Oriente Médio, em razão dos conflitos, provocou “reacomodações pontuais” e, “mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo”.


Santin também afirmou que o desempenho do primeiro quadrimestre reflete a competitividade da avicultura brasileira e a capacidade do setor de manter o abastecimento internacional, com perspectivas positivas para as exportações do setor em 2026.




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