Mãe de 51 anos larga emprego para gerenciar carreira de streamer de games do filho

Natural de Arkansas, nos Estados Unidos, Angie Baker, de 51 anos, trocou seu emprego na prefeitura para cuidar e gerenciar a carreira digital de seu filho, Case, de 24 anos. Hoje, ela está por trás do sucesso do canal CaseOh, streamer de games que, quatro anos depois, ultrapassou a marca de 10 milhões de inscritos no YouTube.
Após publicar despretensiosamente vídeos jogando NBA 2K, Case ganhou 15 mil seguidores no TikTok da noite para o dia. Incentivado pela mãe, passou a fazer lives na Twitch, a maior plataforma de transmissão ao vivo do mundo. O crescimento foi rápido e trouxe uma decisão arriscada: transformar o hobby em profissão.
Ao Business Insider, Angie conta que precisou aprender tudo do zero. Com uma experiência prévia como gerente de mídia na igreja em que frequenta, foi assistindo a vídeos na internet e estudando outros criadores digitais, que ela desenvolveu habilidades que vão da criação de thumbnails à análise de métricas.
No começo, ela e o marido, pai de Case, eram novatos em transmissões ao vivo, mas conciliaram os empregos atuais com o negócio do filho. O pai ajudava na moderação do Twitch. "Nossa internet era lenta, então eu levava o dia inteiro para conseguir postar um vídeo", conta Angie. "Um ano depois que o Case começou a fazer transmissões em tempo integral, nós largamos nossos empregos e nos juntamos a ele".
O trabalho foi crescendo, junto ao canal, que foi ganhando uma operação mais estruturada, com três editores dedicados e rotinas bem definidas de publicação e gestão de conteúdo.
Hoje, Angie possui funções estratégicas: supervisiona canais, coordena a equipe, negocia com patrocinadores e mantém contato com agentes e advogados. Ainda assim, reforça que a última palavra é a do filho. “É o negócio dele”, diz a mãe. A autonomia, inclusive, já levou o streamer a recusar propostas milionárias por não se alinharem ao perfil do público.
Conciliar os papéis de mãe e gestora requer um preço emocional alto para Angie. Ela conta ao Business Insider que, em alguns momentos, precisa tirar o traje de empresária para cuidar do bem-estar do filho. “Nem sempre ele está bem, e eu o lembro que tudo bem parar”, afirma. Lidar com as críticas nas redes também foi um aprendizado árduo.
Mesmo com todo o sucesso e a escalada do negócio, a família faz questão de manter os pés no chão. Eles preservam a rotina simples e os vínculos com a comunidade em que pertencem.
Para Angie, o futuro prevê uma operação mais estruturada, com pessoas de confiança, para garantir a continuidade do negócio. “Você precisa saber em quem confiar”, diz ela.
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