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Belo Horizonte,27/04/2026

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Compra da Serra Verde turbina ações de empresas com terras raras no Brasil

cnnbrasil.com.br
Compra da Serra Verde turbina ações de empresas com terras raras no Brasil

A compra da mineradora brasileira Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth na última segunda-feira (20) impulsionou as ações de empresas com projetos de terras raras no Brasil e reforçou a percepção de que ativos fora da China podem passar a ser negociados em um novo patamar de valor.


Na semana do anúncio, as ações da australiana Viridis Mining and Minerals subiram 28,85%. A canadense Aclara Resources avançou 18,45%, enquanto a Brazilian Rare Earths teve alta de 7,32%.


A mineradora australiana St George Mining, dona de um projeto de terras raras e nióbio em Minas Gerais, subiu 3,85%.




A reação ocorreu depois de a USA Rare Earth anunciar a compra da Serra Verde em uma operação de US$ 2,8 bilhões em dinheiro e ações.


O negócio envolve a mina Pela Ema, em Minaçu, Goiás, um dos poucos ativos em operação comercial fora da Ásia com capacidade de produzir os quatro principais elementos de terras raras usados em ímãs permanentes: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.


A transação foi vista pelo mercado como um marco para a reprecificação de projetos de terras raras fora da China.


Além do valor considerado elevado para uma empresa ainda em fase de expansão, o acordo inclui um contrato de compra de 15 anos e mecanismos de preço garantido para a produção da Serra Verde, o que ajuda a reduzir a incerteza comercial de projetos ocidentais em um mercado dominado pela cadeia chinesa.


A leitura de investidores é que a compra da Serra Verde cria uma nova referência para empresas que ainda estão em desenvolvimento, mas que possuem projetos com potencial de produção no Brasil.


O país tem ganhado espaço na disputa global por minerais críticos por reunir depósitos de terras raras em Goiás, Minas Gerais e Bahia, justamente em um momento em que Estados Unidos, Europa e aliados buscam reduzir a dependência da China em etapas como mineração, separação, refino e produção de ímãs.


A China ainda domina grande parte do processamento global de terras raras, o que tornou esses minerais um tema central para governos e empresas que buscam diversificar cadeias de suprimento


Nesse cenário, projetos brasileiros passaram a ser avaliados não apenas pelo potencial geológico, mas também pela capacidade de oferecer produção fora da órbita chinesa em um mercado cada vez mais influenciado por segurança econômica, defesa e transição energética.


A maior alta foi registrada pela Viridis Mining and Minerals, dona do Projeto Colossus, em Poços de Caldas, Minas Gerais.


O ativo é baseado em argilas de adsorção iônica, tipo de depósito considerado estratégico por permitir a ocorrência de terras raras magnéticas e extração de forma mais simples e com menos impacto ambiental


O interesse pela Viridis também está ligado ao fato de o Colossus ser tratado pela companhia como um dos projetos mais relevantes do Ocidente para terras raras magnéticas.


A empresa tem buscado avançar em etapas de licenciamento, estudos técnicos e estruturação de financiamento, com o objetivo de transformar o ativo em uma futura operação integrada de mineração e processamento no Brasil.


A Aclara Resources, que subiu 18,45% na semana, desenvolve o Projeto Carina, em Goiás. O empreendimento também é baseado em argilas iônicas e tem foco em terras raras pesadas.


A empresa inaugurou em 2025 uma planta-piloto semi-industrial em Aparecida de Goiânia e tenta construir uma cadeia mais integrada, combinando mineração no Brasil e no Chile com refino nos Estados Unidos.


O Carina é visto como um dos projetos brasileiros mais avançados fora da Serra Verde.


A companhia tem apresentado o ativo como uma futura fonte de terras raras pesadas para cadeias ocidentais, com foco em aplicações ligadas à transição energética, veículos elétricos, defesa e tecnologias de alta performance.


A Brazilian Rare Earths, que avançou 7,32%, atua na Bahia, onde desenvolve a Província Rocha da Rocha e o projeto Monte Alto.


Em março, a empresa recebeu da ANM (Agência Nacional de Mineração) uma licença de lavra experimental para Monte Alto, autorizando a extração de até 2 mil toneladas por ano de produto para testes metalúrgicos, amostras em escala maior e potenciais contratos de venda.


A empresa tem defendido que a Bahia pode abrigar uma nova província de terras raras no Brasil, com potencial para alimentar uma cadeia de processamento local.


Já a St George Mining, que subiu 3,85%, é dona do Projeto Araxá, em Minas Gerais.


O ativo combina terras raras e nióbio e está localizado em uma das regiões minerais mais conhecidas do país, próxima às operações da CBMM, referência global em nióbio.


A empresa adquiriu o projeto em 2025 e, em março deste ano, anunciou aumento de 75% na estimativa de recursos minerais, para 70,91 milhões de toneladas, com teor médio de 4,06% de óxidos totais de terras raras e 0,62% de Nb₂O₅.


Apesar da alta mais moderada na semana, a St George já vinha acumulando forte valorização no ano, impulsionada pelo avanço dos estudos em Araxá e pela combinação de dois minerais considerados estratégicos: terras raras, essenciais para ímãs permanentes, e nióbio, usado em ligas metálicas de alta resistência.




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