Professor é encontrado após 5 anos em SP: entenda busca de desaparecidos
Um professor universitário que estava desaparecido há cinco anos foi localizado pela Polícia Militar Rodoviária na última terça-feira (21), no interior de São Paulo.
O homem foi abordado enquanto caminhava às margens da Rodovia Washington Luís (SP-310), no trecho de Taquaritinga, durante uma ação preventiva para evitar atropelamentos.
Localização e abordagem policial
A equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) realizava patrulhamento padrão quando avistou o pedestre em situação de risco.
Ao solicitarem a identificação, os agentes constataram, via sistema, que se tratava de uma pessoa com boletim de ocorrência por desaparecimento registrado há meia década pela família, que reside na capital paulista.
Segundo os registros, o professor havia cortado o contato com os familiares após enfrentar problemas pessoais.
O reencontro entre o homem e sua família ocorreu na Base Operacional de Araraquara.
A mãe do professor, uma idosa de 70 anos, relatou às autoridades que já não acreditava que o filho estivesse vivo.
Após o encontro, a família recebeu orientações para comparecer ao Distrito Policial de origem e oficializar a baixa na ocorrência.
Dados sobre desaparecidos no Brasil
O caso ganha relevância em meio aos esforços para a unificação de dados de buscas no país.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou recentemente o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), uma plataforma online que integra informações de boletins de ocorrência e facilita o cruzamento de dados georreferenciados.
Em 2024 foram notificados 81.022 desaparecimentos no Brasil. Do total de casos, 55.159 foram resolvidos, o que representa uma taxa de localização de 68%.
A Lei nº 13.812/2019 define a busca por desaparecidos como prioridade de caráter urgente e determina investigações ininterruptas até a localização da pessoa.
Integração de Sistemas de Busca
Atualmente, estados das regiões Norte e Nordeste são os primeiros a alimentar diretamente o novo cadastro nacional.
São Paulo, embora ainda em processo de adesão formal a novos módulos, já compartilha dados de registros de desaparecidos com o governo federal desde 2019 por meio da plataforma Sinesp.
A integração de dados é considerada fundamental para fortalecer o trabalho de investigação e reduzir o tempo de resposta em casos como o do professor localizado no interior paulista.




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