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Belo Horizonte,23/04/2026

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Tecnologia brasileira para análise de pavimentos chega aos Estados Unidos

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Tecnologia brasileira para análise de pavimentos chega aos Estados Unidos


Fundada pelos engenheiros André Vale e Douglas Negrão, a empresa surgiu no Brasil com a proposta de modernizar a forma como rodovias e aeroportos são analisados. Desde então, vem consolidando sua atuação ao incorporar tecnologias de alta precisão já utilizadas em mercados mais desenvolvidos, mas ainda pouco difundidas no país.
Com sede em Jacareí (SP), a companhia registra crescimento médio anual de 25% e atende atualmente mais de 200 clientes, com forte presença em concessionárias de rodovias e projetos no setor aeroportuário. Agora, o foco está na ampliação da atuação fora do Brasil, com operações em andamento nos Estados Unidos e na América Latina.
Segundo André Vale, CEO da RoadRunner, o modelo de atuação da empresa está centrado na análise técnica detalhada da infraestrutura. "Nosso trabalho é entender a condição real das rodovias e aeroportos, com o apoio de equipamentos que avaliam desde a segurança até a durabilidade do pavimento", afirma.
A proposta, segundo ele, é ir além da manutenção corretiva tradicional. "O setor historicamente atua reagindo a problemas. Nosso objetivo é antecipar essas falhas com base em dados, permitindo decisões mais eficientes e seguras", explica.
Desde que passou a operar de forma independente, em 2016, a RoadRunner multiplicou seu faturamento em mais de 35 vezes. Parte desse crescimento está ligada à adoção de tecnologias que ampliam a capacidade de análise em campo.
Um dos destaques é um sistema capaz de medir, em velocidade de tráfego, a deformação do pavimento causada pela passagem de veículos — indicador fundamental para avaliar a vida útil das vias. O método substitui modelos tradicionais baseados em amostragem, que exigem interrupções no trânsito e oferecem menor precisão.
"Hoje conseguimos analisar praticamente toda a extensão de uma rodovia, com mais segurança e profundidade", afirma Vale. Além do ganho técnico, a abordagem reduz impactos operacionais e riscos associados à coleta de dados.
A empresa também vem investindo no uso de inteligência artificial para automatizar a interpretação das informações coletadas. Tecnologias baseadas em imagens e escaneamento 3D permitem identificar falhas como trincas e deformações com mais agilidade, enquanto novos projetos buscam prever o comportamento futuro das vias a partir de dados históricos.
Na frente de pesquisa e desenvolvimento, a RoadRunner mantém parcerias com instituições como USP e DER/SP em programa com apoio da FAPESP. As iniciativas incluem estudos voltados à sustentabilidade, com foco na reutilização de materiais e na redução de emissões na pavimentação.
O movimento de internacionalização já começou. A empresa iniciou operações na Colômbia e avança na estruturação da atuação nos Estados Unidos, onde pretende explorar o uso de um equipamento de alta tecnologia ainda pouco disponível no mercado.
"O mercado americano é mais competitivo, mas também valoriza soluções baseadas em dados. Identificamos uma oportunidade clara de atuação com o que desenvolvemos", afirma o executivo.
Com uma estrutura enxuta no exterior e suporte técnico centralizado no Brasil, a estratégia é expandir gradualmente a presença internacional, acompanhando a demanda por modelos mais eficientes de gestão de infraestrutura.




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