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Belo Horizonte,23/04/2026

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Ataques cibernéticos são risco número um para empresas, avalia pesquisa

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Ataques cibernéticos são risco número um para empresas, avalia pesquisa

Ataques cibernéticos e violações de dados lideram a lista de riscos que mais preocupam empresas em todo o mundo, segundo pesquisa da Aon. A relevância do tema é tamanha que quase 90% das companhias já estão desenvolvendo planos de mitigação voltados a incidentes cibernéticos.


Cerca de 13% das empresas afirmam já ter sofrido perdas decorrentes de ataques de hackers, risco que também é apontado como o mais relevante para os próximos três anos.




Na sequência do ranking, a interrupção de negócios aparece como o segundo maior risco atual. Já para o futuro, a desaceleração econômica e a recuperação lenta ocupam a segunda posição entre as principais preocupações.


Apesar da atenção crescente aos ataques cibernéticos, as perdas mais significativas recentes foram causadas pela interrupção de negócios (30,7%) e pela desaceleração econômica (53,7%).


Outros fatores relevantes incluem mudanças regulatórias e aumento da concorrência, responsáveis por perdas de 29,3% e 42,8% das empresas, respectivamente.


Para os próximos três anos, destacam-se ainda riscos relacionados ao preço de commodities, escassez de materiais e volatilidade geopolítica.


Esses fatores já estão presentes em 2026, impulsionados, entre outros aspectos, pela instabilidade no Oriente Médio. Atualmente, as perdas associadas a esses riscos variam entre 36,6% e 47,3%.


Principais riscos globais e suas porcentagens de mitigação de perdas:



  • Ataques cibernéticos/violação de dados (89,2%);

  • Interrupção de negócios (76,8%);

  • Desaceleração econômica/recuperação lenta (37,4%);

  • Mudanças regulatórias/legislativas (47,7%);

  • Aumento da concorrência (43,9%);

  • Risco de preço de commodity/escassez de materiais (59,6%);

  • Falha na cadeia de suprimentos ou distribuição (60,7%);

  • Danos à reputação/marca (53,2%);

  • Volatilidade geopolítica (33,4%);

  • Risco de liquidez de fluxo de caixa (80,9%).


Ao analisar os riscos sob a perspectiva regional, surgem preocupações adicionais relacionadas ao contexto local das empresas. Variações cambiais, mudanças climáticas e desastres naturais ganham destaque.


Nesse cenário, 67,6% das empresas já registraram perdas associadas à variação da taxa de câmbio, enquanto mudanças climáticas e desastres naturais afetaram 45,2% e 41,4% das organizações, respectivamente.


Principais riscos de territórios e porcentagens de mitigação:



  • Interrupção de negócios (67,3%);

  • Risco de preço de commodity/escassez de materiais (48,9%);

  • Ataques cibernéticos/violação de dados (69,8%);

  • Mudanças regulatórias/legislativas (40,0%);

  • Variação da taxa de câmbio (67,4%);

  • Aumento da concorrência (42,5%);

  • Desaceleração econômica/recuperação lenta (37,8%);

  • Mudanças climáticas (36,1%);

  • Falha na cadeia de suprimentos ou distribuição (52,6%);

  • Desastres climáticos/naturais (30,6%).


A pesquisa da Aon é realizada bienalmente, em 11 idiomas, e contou com a participação de 2.941 respondentes em 63 países e territórios, abrangendo 16 setores-chave e empresas públicas e privadas de diferentes portes.


Segundo o relatório, o estudo buscou mapear riscos tecnológicos, geopolíticos, climáticos e relacionados à força de trabalho, destacando que todos esses fatores estão “mais interconectados do que nunca”.




















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