Choque de energia reacende risco de recessão global
Com a volatilidade nos mercados, as tensões no Oriente Médio e a inflação persistente, cresce o risco de que a economia global entre um novo ciclo de recessão, segundo o historiador Niall Ferguson.
Ferguson aponta que episódios como o atual não são isolados. Ao longo dos últimos séculos, choques de energia frequentemente antecedem crises econômicas como na Crise do Petróleo de 1973, quando a disparada do combustível impulsionou a inflação e freou o crescimento global.
Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.
Agora, a dinâmica volta a preocupar. Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, analisa que historicamente, há um padrão nesses episódios.
“Quando olhamos para os episódios das décadas de 80, 90 e agora novamente, há uma grande probabilidade de isso resultar em uma recessão. O ponto central não é só a tensão geopolítica, mas o impacto econômico para os investidores”, afirma.
Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, o efeito se espalha pela economia.
“A energia é insumo para produto, transporte, serviços, alimentos, tudo depende disso. Quando os preços sobem, isso gera inflação global e torna tudo mais caro”, destaca.
Fontes acrescenta que o mercado já reage com receio de uma desaceleração mais forte, especialmente nos Estados Unidos.
Diferente de outras crises, o mundo já enfrenta juros elevados, o que reduz a margem para estimular a economia.
“Em um momento de crescimento global enfraquecido e juros elevados, isso pode vir até mais forte que nos anos 70”, avalia Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”.
Nesse ambiente, Godoy afirma estar “olhando cada vez mais para a renda fixa”, além de buscar diversificação internacional.
Ainda assim, nem mesmo essa estratégia é simples. Em ciclos tradicionais, a queda de juros favorece títulos prefixados.
“A renda fixa se dá muito bem num cenário de recessão, porque com menos crescimento o banco central tende a cortar juros”.
Mas segundo ela, o desenho atual foge desse padrão.
“As taxas de juros continuam altas por mais tempo e isso torna mais difícil se proteger”, acrescenta.
Diante da incerteza, a cautela é a melhor opção ao investidor. “Em momentos como esse, não fazer nada também é tomar uma decisão”, conclui Pascowitch.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.
O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal — como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol — mas sem perder a análise e o conteúdo.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.





COMENTÁRIOS