Seja bem-vindo
Belo Horizonte,17/04/2026

  • A +
  • A -

Starmer diz que diversos países podem participar de missão em Ormuz

cnnbrasil.com.br
Starmer diz que diversos países podem participar de missão em Ormuz
Publicidade

Mais de uma dúzia de países disseram nesta sexta-feira (17) que estão dispostos a participar de uma missão internacional para proteger a navegação no Estreito de Ormuz quando as condições permitirem, informou o Reino Unido.


O anúncio vem justamente ao mesmo tempo em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não precisa da ajuda de países aliados.


Cerca de 50 países da Europa, Ásia e Oriente Médio participaram de uma videoconferência presidida pela França e pelo Reino Unido, que deu sequência ao planejamento militar inicial e teve como objetivo enviar um sinal a Washington.


O Irãque nesta sexta-feira (17) afirmou estar pronto para reabrir o estreito, que mantém praticamente fechado para navios que não sejam seus desde o início dos ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel contra o país, em 28 de fevereiro.


No início da semana, Washington impôs um bloqueio à entrada e saída de navios dos portos iranianos.


Trump pediu a outros países que ajudassem a impor o bloqueio e criticou os aliados da Otan por não o fazerem, mas, logo após a conclusão das negociações em Paris, Trump disse que havia instruído a Otan a ficar de fora.


O Reino Unido, a França e outros países afirmam que aderir ao bloqueio equivaleria a entrar na guerra, mas que estariam dispostos a ajudar a manter o estreito aberto assim que houvesse um cessar-fogo duradouro ou o fim do conflito.




Mais conversas na próxima semana


O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o encontro permitiu enviar uma mensagem unificada exigindo a reabertura imediata e incondicional do estreito, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e o restabelecimento da livre passagem.


“Todos nós nos opomos a qualquer restrição, a qualquer coisa que, na prática, equivalha a uma tentativa de privatizar o estreito, e obviamente a qualquer sistema de pedágio”, disse Macron aos jornalistas.


Ele afirmou que parte dos recursos navais franceses atualmente destacados no Mediterrâneo Oriental e no Mar Vermelho poderia ser utilizada para a missão.


“Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão, e mais de uma dúzia de países já se ofereceram para contribuir com recursos”, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.


A iniciativa em discussão não incluía , por ora, os Estados Unidos ou o Irã, embora diplomatas europeus tenham afirmado que qualquer missão realista precisaria, em última instância, ser coordenada com ambos .


Os recursos dependerão da situação, diz autoridade.


O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que seu país estava preparado para contribuir com a missão, acrescentando que a participação dos EUA também seria “desejável” e que não queria que a questão se tornasse um “teste de estresse” para as relações transatlânticas.


Vários diplomatas disseram que a missão poderia nunca se concretizar se a situação no Estreito de Ormuz voltasse ao normal.


Outros disseram que as empresas de transporte marítimo e as seguradoras poderiam solicitar esse tipo de implementação durante uma fase de transição para oferecer mais segurança.


“Pode envolver compartilhamento de informações, capacidades de desminagem, escoltas militares, procedimentos de informação com países vizinhos e muito mais”, disse um alto funcionário francês.


“O objetivo é claro, e os recursos alocados dependerão naturalmente da situação.”


Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.