Líderes europeus celebram reabertura de Ormuz, mas pedem solução duradoura
Diversos líderes europeus elogiaram o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e Irã, mas pressionaram por uma solução mais duradoura.
Após o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarar o Estreito de Ormuz “completamente aberto” a navios mercantes, ministros do Reino Unido, França, Alemanha e Itália anunciaram um acordo de princípio para enviar forças navais ao Golfo Pérsico para proteger a navegação mercante.
O presidente francês, Emmanuel Macron, foi enfático ao afirmar que qualquer missão desse tipo excluiria os EUA, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse esperar a participação dos americanos.
Nesta sexta-feira (17), Macron declarou que as negociações eram “encorajadoras, mesmo que devamos tratá-las com prudência”.
“Tudo isso caminha na direção certa”, disse Macron a jornalistas em Paris, após uma reunião virtual com líderes de 49 países.
Ele reiterou as exigências pela “abertura imediata e incondicional do estreito”, “livre passagem” e “respeito total ao direito do mar”.
O chanceler alemão fez um apelo semelhante.
“Os preços exorbitantes da energia precisam ser reduzidos. Esta guerra não pode se transformar em um teste de resistência transatlântico”, disse Merz.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, comemorou o fim do bloqueio iraniano ao canal estratégico, pedindo um “acordo viável e duradouro”.
“Nossa mensagem é muito simples: o mundo precisa do estreito aberto para manter os preços baixos. Precisamos que as negociações sejam retomadas”, destacou.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?





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