Milão 2026: Antonio Marras aproxima moda e design em coleção de peças metálicas

A rigidez do metal ganha dimensão expressiva na linguagem do estilista e artista eclético Antonio Marras, em colaboração com a De Castelli, reconhecida internacionalmente por incorporar o design à transformação dos metais.
No coração de Milão, a poucos passos do Duomo di Milano, a dupla apresenta a mostra A Geometria do Caos no showroom da marca, na Via Visconti di Modrone, 20, de 16 de abril a 31 de maio, das 10h às 19h.
O percurso reúne 23 obras em edição limitada, produzidas a partir de aço inoxidável, latão e cobre.
“Meu olhar sobre o metal, como matéria-prima, é quase infantil. Não conheço seu processo metalúrgico, mas sei o resultado que busco no design. O restante é o trabalho complexo de quem está comigo”, afirma Marras, nascido na Sardenha.
Luminárias, espelhos, totens, biombos e móveis desafiam não apenas a gravidade, mas também a função convencional dos objetos. Peças descartadas há mais de duas décadas nos depósitos da De Castelli foram ressignificadas pelo designer. Cubos, quadrados e esferas se articulam em esculturas verticais que evocam os bronzetti sagrados da Sardenha, estatuetas votivas em bronze datadas entre os séculos IX e VI a.C.
As peças são apresentadas no showroom da marca, na Via Visconti di Modrone, 20
Nos biombos de nomes sugestivos, como Mura de Plata e Peplos Divider, o dialeto sardo reverbera na narrativa autoral de Marras, que privilegia a combinação entre metal e madeira laqueada. Já as mesas de centro Mesa e os espelhos Meduza seduzem pelas formas orgânicas e pelos detalhes em latão decorados à mão, que capturam e devolvem a luz.
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Antonio Marras aproxima moda e design em coleção de peças metálicas
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Instintivo, o processo criativo do italiano se revela em peças como as luminárias suspensas, formadas por lâminas de aço inoxidável que lembram pétalas, e em buffets e aparadores com acabamento manual em latão envelhecido. “Componho, combino, recupero materiais esquecidos, construindo e desconstruindo. Este percurso não é apenas uma mostra, mas o meu ‘conto’ esculpido no metal”, resume.





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