Família desaparecida no RS: sangue achado na casa de filha é dela e do pai
Vestígios de sangue encontrados na casa de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, pertencem a ela e ao pai, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Silvana e os pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70 anos, estão desaparecidos há mais de 80 dias, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O material foi coletado durante perícia na casa da desaparecida. A Polícia Civil acredita que a família esteja morta, mas os corpos não foram encontrados. O suspeito é Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana e policial militar, que está preso desde o último dia 10 de fevereiro.
Conforme o delegado Anderson Spier, no final de março, três pessoas ligadas a Cristiano passaram à condição de suspeitas de envolvimento no caso. Uma parente de Cristiano, profissional de TI (Tecnologia da Informação), é investigada por apagar dados em dispositivos eletrônicos.
Outro familiar do suspeito teria deletado imagens de câmeras da casa onde mora a mãe de Cristiano. Além deles, uma pessoa próxima de Cristiano teria mentido durante depoimento, para dar falsos álibis ao suspeito.
Os dois primeiros são investigados por fraude processual. O terceiro suspeito é investigado por falso testemunho.
Entenda o caso
No último dia 24 de janeiro, Silvana fez uma publicação em uma rede social afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito durante retorno de uma viagem à Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, a mulher também agradeceu por orações. Desde então, o celular dela está desligado e não houve novos contatos.
Em 25 de janeiro, os pais dela foram alertados por vizinhos sobre as publicações e iniciaram a procura pela filha. Eles chegaram a ir a uma delegacia do município, mas como era domingo, a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos.
A família é proprietária de um mini mercado em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O local está fechado desde então.
A Polícia Civil informou que o acidente de trânsito relatado por Silvana na internet não ocorreu. Além disso, o carro dela foi encontrado na garagem de casa. A chave do veículo estava dentro do imóvel.
Os investigadores encontraram vestígios de sangue dentro de um banheiro e em uma área nos fundos da casa de Silvana. Não havia sinais de luta corporal.





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