Rival de Fonseca e top seis do mundo demorou para amar tênis: “Não gostava”
Próximo adversário de João Fonseca nas quartas de final do ATP 500 de Munique, o americano Ben Shelton vive o melhor momento da carreira, mas teve uma relação distante com o tênis no início.
Atual número seis do mundo, Shelton afirmou que não gostava do esporte quando começou a jogar.
“Quando comecei a jogar tênis, não gostava muito”, disse em entrevista ao “On”.
Segundo ele, o interesse surgiu por conta da rotina fora da escola.
“Ela saía da escola para jogar, ficava em hotéis… eu pensei: ‘cara, isso parece bom’”, afirmou, ao lembrar da irmã.
A conexão com o tênis veio com o tempo.
“Sei que comecei tarde no tênis, mas me apaixonei pelo esporte”, completou o americano, que hoje é um dos principais nomes do circuito.
Evitando shows
Fora das quadras, o comportamento também foge do padrão. Shelton evita ambientes com muito estímulo.
“Não gosto de lugares superlotados e barulhentos. Nunca fui a um show na minha vida”, disse.
Ainda assim, usa a música como preparação antes das partidas. “Gosto de ouvir hip-hop pesado para me animar”, afirmou.
Estilo de jogo
Dentro de quadra, Shelton aposta em um jogo agressivo e busca referências sem abrir mão da própria identidade.
“Eu tento ser único no meu jogo. Copiei alguns elementos do Nadal, por ele ser canhoto, mas quero potencializar meus pontos fortes e ser diferente”.
O americano também destaca a disciplina como parte da evolução. “Quando é hora de trabalhar sério, não tenho problema em ser o primeiro a chegar ou o último a sair”.
Shelton reconhece que ainda está em desenvolvimento no circuito. “Estou tentando adotar uma mentalidade de crescimento. Sei que ainda estou longe de onde quero chegar”.
O confronto com Fonseca será inédito no circuito e vale vaga na semifinal do torneio em Munique.
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