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Belo Horizonte,17/04/2026

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Quadro Creations troca o impulso do streetwear por um rigor novo em “Cartel Phoebus”

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Quadro Creations troca o impulso do streetwear por um rigor novo em “Cartel Phoebus”
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Lucas Borges apresenta no Instituto Tomie Ohtake uma coleção que segura a identidade da marca, mas desloca seu vocabulário para um terreno de maior precisão. Foto: Divulgação


Quem acompanha a Quadro Creations talvez esperasse mais uma coleção ancorada no puro suco do streetwear. “Cartel Phoebus”, apresentada por Lucas Borges no Instituto Tomie Ohtake, foi por outro caminho. Sem romper com o DNA que consolidou a marca desde 2018, o desfile mostrou um avanço claro de linguagem. Entrou em cena um tipo de requinte que até então aparecia menos no repertório da Quadro, agora filtrado por silhuetas precisas, construção mais controlada e uma atenção maior à permanência das peças.


Isso não significa abandono de origem. A coleção continua operando dentro de códigos urbanos, da ideia de roupa como ferramenta e da leitura de cidade que sempre orientou o projeto de Lucas. A diferença está na forma como esse universo foi editado. Em vez de apostar só no impacto imediato ou na chave reconhecível do streetwear, “Cartel Phoebus” trabalhou com contenção, matéria e estrutura. O resultado foi uma passarela em que o gesto de amadurecimento não parecia forçado, e sim orgânico.


A pesquisa em torno de sistemas industriais, regulação, desgaste e transformação apareceu menos como conceito decorativo e mais como lógica de construção. Havia rigor, mas também ruído. Havia controle, mas sem rigidez total. Essa fricção atravessou as superfícies, os encaixes, o couro, os acessórios e os calçados, criando um vocabulário que olhava para o tempo não como tendência, e sim como marca deixada sobre a roupa. Em um momento em que boa parte da moda ainda opera pela ansiedade do novo, a Quadro escolheu insistir naquilo que dura.









A entrada de looks femininos também ajudou a ampliar essa leitura. Em vez de soar como expansão oportunista, a presença dessas silhuetas abriu novas possibilidades para a linguagem da marca, mantendo a coerência do conjunto. Ao lado dos pares da Ventotto, da nova Abzorb 2000 Sleek, da New Balance, e dos calçados desenvolvidos pela própria Quadro, o desfile construiu uma imagem de marca mais sofisticada, sem cair na armadilha de polir demais aquilo que antes vinha da fricção.


Apresentar essa coleção no Tomie Ohtake também não foi detalhe. O espaço ajudou a sustentar a ideia de que Lucas Borges está interessado em fazer a Quadro circular para além da leitura imediata de marca de rua. “Cartel Phoebus” aponta justamente para isso: uma grife que entende de onde veio, mas que já não precisa provar sua legitimidade repetindo os mesmos códigos de sempre. O que apareceu na passarela foi uma Quadro Creations mais precisa, mais segura e, sobretudo, pronta para sofisticar sua própria gramática sem perder o sotaque.


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