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Belo Horizonte,10/04/2026

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Nubank: conheça a história da startup que nasceu em uma casa em São Paulo e vai dar nome ao estádio do Palmeiras

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Nubank: conheça a história da startup que nasceu em uma casa em São Paulo e vai dar nome ao estádio do Palmeiras
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O Nubank fechou negociações com a WTorre, construtora e gestora responsável pelo estádio do Palmeiras, para comprar os naming rights do Allianz Parque. O anúncio foi formalizado nesta sexta-feira (10/4). O nome do estádio mudará e será escolhido pelos torcedores, que decidirão entre Nubank Arena, Nubank Parque e Parque Nubank.
A concessão do nome deve ser válida até 2044. A antiga detentora, Allianz, anunciou mais cedo o encerramento antecipado após 13 anos de parceria com a WTorre. De acordo com a empresa, a estratégia tem como objetivo o reposicionamento da empresa no Brasil.
“Vivemos um momento único. Hoje, o Nubank atende a mais de 113 milhões de pessoas e é a maior instituição financeira privada no Brasil em número de clientes. Levar nossa marca para um espaço esportivo e cultural dessa relevância reafirma nosso compromisso com o país onde tudo começou e nos aproxima ainda mais das paixões dos brasileiros”, afirma Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil, em comunicado divulgado pela empresa.
De acordo com a WTorre, a arena terminou 2025 como o principal destino para shows na América do Sul, com 33 apresentações que somaram público de 1,1 milhão de pessoas. Ao longo de mais de uma década de funcionamento, o espaço já recebeu 17,7 milhões de visitantes em 2.339 eventos — sendo 8,6 milhões em partidas esportivas e 8,1 milhões em shows. Desse total, mais de 400 eventos ultrapassaram a marca de 40 mil espectadores, consolidando o local como um dos principais centros de esporte e entretenimento da América Latina.
“Desde os primeiros planos de Walter Torre com o Palmeiras, a arena foi pensada para estar à frente do seu tempo. A chegada do Nubank reforça a nossa busca constante por inovação e pela excelência na experiência do cliente. Partimos de um case já muito bem-sucedido de arena multiuso para evoluirmos nossa conexão com novos públicos, sermos mais tecnológicos e nos posicionarmos com destaque num contexto global em que entretenimento e esportes ao vivo são cada vez mais valorizados”, afirma Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre Entretenimento.
Trajetória
O Nubank teve início em 2013, em uma casa simples no bairro do Brooklin, em São Paulo. No local, que funcionava ao mesmo tempo como residência e escritório, os fundadores David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible começaram a desenvolver a ideia de um banco digital. A proposta era criar uma instituição financeira sem burocracia excessiva e com menos tarifas, em um mercado dominado por grandes bancos.
A motivação para isso foi a dificuldade do próprio Vélez em abrir uma conta no Brasil. Colombiano, ele havia se mudado para o país em 2012 a trabalho e, em entrevistas, conta que passou meses tentando acessar o sistema bancário brasileiro. Foi aí que viu uma oportunidade de empreender.
O primeiro produto da marca, o cartão de crédito “Roxinho”, escalou entre os brasileiros com a promessa de se diferenciar do "tradicional": sem taxas abusivas, cobranças ocultas e totalmente digital. Com o tempo, a empresa ganhou mercado com uma comunicação jovem e sempre "desafiando" o sistema bancário tradicional. No meio do caminho lançou outros produtos, como conta-corrente, produtos de investimento e conta PJ.
Em 2018, o Nubank passou a ser avaliado em US$ 1 bilhão, e se tornou o terceiro unicórnio brasileiro. Em 2021, a fintech abriu capital na Bolsa de Valores de Nova York.
Em outubro de 2025, o banco digital se tornou a empresa mais valiosa do Brasil, superando a Petrobras, com US$ 76,97 bilhões em valor de mercado. Hoje a empresa ainda figura entre as empresas mais valiosas do Brasil, alternando entre a segunda e a terceira posição, enquanto a liderança tem sido ocupada por Itaú Unibanco ou Petrobras, a depender das oscilações de mercado.
Atualmente, no Brasil, o Nubank soma cerca de 113 milhões de clientes. Ao longo dos últimos 13 anos, a empresa também iniciou atividades internacionais no México e Colômbia, mercados com alta concentração bancária, replicando a estratégia adotada no Brasil, o que ajuda a elevar o total de clientes para 131 milhões. Em janeiro deste ano, recebeu aprovação para operar como banco nos Estados Unidos.
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