Empresário réu por matar gari em MG tem habeas corpus negado pela justiça
O pedido de habeas corpus da defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, foi negado pela justiça, nesta quinta-feira (9). A decisão foi divulgada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A defesa havia solicitado a revogação da prisão preventiva com a imediata expedição do alvará de soltura e a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas, argumentando haver “evidente constrangimento ilegal decorrente da ausência de fundamentação da decisão e da manutenção da prisão preventiva com ausência dos requisitos do art. 312 do CPP”.
No entanto, o relator do processo, o desembargador Maurício Pinto Ferreira, apontou que, entre outros motivos, pela gravidade do crime e a repercussão do caso, não permitiria a modificação da prisão preventiva do acusado.
Em janeiro deste ano, a Justiça determinou que o réu Renê da Silva Nogueira Júnior vá a júri popular pelo homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes.
Relembre o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, no dia 11 de agosto de 2025, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior saiu de sua casa no bairro Vila da Serra, em Nova Lima (MG) com destino ao local de trabalho, em Betim (MG), com uma pistola semiautomática Glock, calibre.38, dentro do carro.
No cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte, o motorista se irritou com a retenção do trânsito no local, devido à passagem de um caminhão de coleta de lixo urbano.
Apesar da indicação dos garis de que era possível seguir o trajeto e passar com o carro pela via, Renê Júnior apontou a arma em direção à motorista do caminhão e a ameaçou.
Ainda conforme a denúncia do MPMG, “inconformado com a lentidão do trânsito e evidenciando o seu notório desprezo pelos trabalhadores, o empresário fez um disparo que atingiu a região abdominal do gari Laudemir de Souza Fernandes.”
A vítima chegou a ser socorrida, mas deu entrada no atendimento médico já sem vida. Renê Júnior foi localizado e preso horas depois do crime, em uma academia da região Oeste da Capital.
A denúncia apontou que o homicídio ocorreu por motivo fútil, utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima e foi cometido em via pública, o que poderia resultar em perigo comum.





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