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Belo Horizonte,07/04/2026

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Artemis entra em período com a Lua eclipsando o Sol

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Artemis entra em período com a Lua eclipsando o Sol
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Os astronautas da missão Artemis poderão acompanhar um período em que a Lua estará eclipsando o Sol. O fenômeno espacial será observado após a histórica jornada ao lado oculto do satélite da Terra, realizada na noite desta segunda-feira (6).


Do ponto de vista de Orion, o Sol passará atrás da Lua, criando um eclipse solar, e então eles verão o Sol nascer ao surgir do outro lado da Lua.


A cápsula Orion completou a fase mais crítica da missão ao passar pelo ponto mais próximo da superfície lunar e seguir pelo chamado trajeto de “retorno livre”, que naturalmente conduz a nave de volta ao planeta.




Astronautas da Artemis poderão observar eclipse do Sol com a Lua • Nasa

Durante a passagem pelo lado oculto, a tripulação ficou temporariamente incomunicável com a Terra, como previsto pelos controladores da Nasa. O sinal foi restabelecido após a Orion reaparecer do outro lado da Lua.


“É tão bom ouvir a Terra novamente”, disse Christina Koch, uma das astronautas que fazem parte da tripulação da Artemis II, após o sinal ser reestabelecido. 


Assista ao vivo da Nasa


















“Para a Ásia, África e Oceania, estamos olhando para vocês. Nós os ouvimos. Vocês podem olhar para cima e ver a Lua agora mesmo. Nós também os vemos. Quando acendemos esta chama em direção à Lua, eu disse que não abandonaríamos a Terra. Isso é verdade. Vamos explorar. Vamos construir naves. Vamos visitar novamente. Vamos construir bases científicas. Vamos dirigir veículos exploradores, vamos fazer radioastronomia, vamos fundar empresas. Vamos impulsionar a indústria, vamos inspirar. Mas, no fim das contas, sempre escolheremos a Terra. Sempre escolheremos uns aos outros”, completou Koch.


Período sem comunicação


Segundo o Centro de controle da Missão da Nasa, por ter entrado atrás da Lua, os astronautas ficaram sem comunicação por cerca de 40 minutos – o contato foi retomado às 20h24.


A perda de contato ocorreu porque a Lua bloqueou os sinais de rádio necessários para que a Rede de Espaço Profundo se conectasse com a espaçonave.


A Rede de Espaço Profundo é um conjunto global de três grandes antenas de rádio localizadas na Califórnia, Austrália e Espanha, que servem como principal elo de comunicação para missões espaciais.


















Apagões semelhantes ocorreram durante as missões Apollo.


Pouco antes da perda de comunicação, o astronauta Victor Glover compartilhou uma mensagem especial com a Terra. É a primeira vez em mais de 50 anos que os humanos estão inacessíveis para qualquer pessoa na Terra.


“Agradecemos a todos por nos concederem o imenso privilégio de embarcarmos juntos nesta jornada. É realmente incrível. E enquanto seguimos nessa jornada, pensando na missão da Nasa, em explorar o desconhecido no ar e no espaço, em inovação, humanidade e em inspirar o mundo por meio da descoberta, e enquanto vocês nos acompanham nessa jornada, esperamos estar alcançando exatamente esses objetivos.”




Ao entrar no lado oculto, a nave ficou a cerca de 6.550 quilômetros da Lua.


Cerca de 21% do misterioso lado oculto da Lua ficou iluminado para a perspectiva da tripulação.


Ao sobrevoar a Lua, a espaçonave Orion também atingiu sua distância máxima da Terra, de cerca de 406.700 quilômetros.


Vista privilegiada


Antes de perder a comunicação, a tripulação da Artemis II testemunhou o pôr da Terra, ou o momento em que a Terra se põe atrás da Lua, a partir de seu ponto de vista privilegiado no espaço.




Terra aparece como “lua” ao fundo da Lua • Nasa

Eles também conseguiram vislumbrar o nascer da Terra, quando o planeta reaparece e surge acima da Lua.


















Recorde


A missão Artemis II atingiu, às 14h57 desta segunda-feira (6), o recorde de maior distância já percorrida por seres humanos no espaço, superando a marca estabelecida pela Apollo 13 em 1970. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion alcançaram uma distância de 406.777 quilômetros do planeta Terra.


















Esta é uma missão com diversos ineditismos, incluindo a possibilidade dos tripulantes visualizarem o lado escuro da Lua a olho nu – algo nunca antes realizado por humanos. A tripulação é formada por três cidadãos dos Estados Unidos e um astronauta canadense, sendo três homens e uma mulher.




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