Guarda Revolucionária do Irã diz que ameaças de Trump são “infundadas”
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) rejeitou nesta segunda-feira (6) as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, como “infundadas” e afirmou que elas não irão deter as operações militares em curso, informou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya da IRGC.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que ordenará ataques generalizados contra usinas de energia e pontes civis iranianas na noite de terça-feira (7), a menos que Teerã chegue a um acordo para encerrar a guerra de cinco semanas com o Irã.
A promessa de Trump, feita em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, ocorreu antes do prazo das 21h (horário de Brasília) de terça-feira, que ele estabeleceu para o Irã cumprir as condições impostas pelos EUA.
Trump exige que o Irã renuncie às armas nucleares e reabra o Estreito de Ormuz, afirmando que “o país inteiro pode ser destruído em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”.
“Espero não ter que fazer isso”, acrescentou o presidente americano.

Zolfaghari afirmou que o que descreveu como a “retórica grosseira” e a “arrogância” do presidente dos EUA decorriam de um “impasse” e tinham como objetivo justificar o que chamou de repetidos fracassos militares dos EUA.
Ele também afirmou que as declarações “não teriam efeito algum na continuação das operações ofensivas e de repressão” contra o que chamou de inimigos dos EUA e de Israel, acrescentando que tal retórica não “repararia a humilhação dos Estados Unidos no Oriente Médio”.
O porta-voz advertiu que “cada ação que vocês tomarem adicionará mais uma derrota às suas derrotas anteriores”, enquadrando o conflito como algo em curso, apesar do aumento das tensões.
Por que é possível classificar conflito no Oriente Médio como guerra?





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