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Último réu de irmãs mortas em Ipatinga é condenado a 95 anos

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Último réu de irmãs mortas em Ipatinga é condenado a 95 anos
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Último réu de irmãs encontradas mortas e amarradas é condenado a 95 anos em Ipatinga
O último réu acusado de envolvimento no assassinato de duas irmãs em Ipatinga foi condenado a 95 anos e 4 meses de prisão, nesta segunda-feira (6), durante julgamento do Tribunal do Júri realizado na Câmara Municipal.
Marcelo Augusto Rodrigues chegou ao local por volta das 9h da manhã, algemado e com a roupa carcerária (veja acima). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, além de furto. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pela acusação.
“O caso era muito grave e tivemos sucesso em demonstrar a autoria do réu. Não cabia nenhuma hipótese de diminuição da pena e todas foram rejeitadas”, afirmou o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.
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Conforme o MPMG, o réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Irmãs mortas em Ipatinga
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Também foi reconhecido que os crimes foram cometidos para assegurar a ocultação e a impunidade de outros delitos, além do uso de arma de fogo de uso restrito.
Ainda segundo o MPMG, os crimes foram praticados em conjunto com outras pessoas. O caso teve outros três denunciados:
Miguel Alves Nascimento foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão
Leonardo Victor Citadino da Costa foi condenado a 96 anos e 8 meses, antes de ser morto no CERESP de Ipatinga, em janeiro deste ano
Miguel Leonardo Fernandes de Almeida morreu em Governador Valadares antes do oferecimento da denúncia
Com a condenação, foi concluída a responsabilização penal de todos os envolvidos no caso.
Julgamento de último réu acusado de duplo homicídio acontece em Ipatinga
Relembre o caso
As irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 34, foram encontradas mortas na manhã do dia 6 de janeiro de 2024, no bairro Chácara Madalena, em Ipatinga.
Segundo a Polícia Militar, os corpos estavam em uma rua, com marcas de tiros. As duas estavam com as mãos e pernas amarradas e com as bocas amordaçadas.
Elas foram enterradas dois dias depois, em Ubaporanga, cidade onde a família morava.
Durante as investigações, a Polícia Civil prendeu suspeitos de participação no crime em uma operação realizada em fevereiro de 2024.
De acordo com a corporação, as duas mulheres teriam sido mantidas em cárcere privado antes de serem mortas. A investigação também apontou que o crime pode ter relação com um desentendimento por questões financeiras, após uma cobrança de dinheiro.
Segundo o promotor, a motivação foi considerada “banal e brutal”, e as vítimas foram escolhidas por estarem em situação de vulnerabilidade.
“A família tem esse alívio. Saber que a justiça foi feita é uma resposta importante [...] É um julgamento histórico. A sociedade mostra que não tolera a violência contra a mulher”, disse o promotor.
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