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Belo Horizonte,04/04/2026

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Strategy aposta em dívida para comprar bitcoin

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Strategy aposta em dívida para comprar bitcoin
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A Strategy, empresa liderada por Michael Saylor, anunciou um plano para captar até US$ 42 bilhões em dívida com o objetivo de ampliar sua posição em bitcoin. A companhia já é a maior detentora pública de criptomoeda.


O plano segue a estratégia da empresa de atuar como uma espécie de “tesouraria de bitcoin”, focada na acumulação do ativo ao longo do tempo. 


Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.


No entanto, de acordo com o documento Securities and Exchange Commission divulgado na segunda-feira (30), a empresa interrompeu uma sequência de 13 semanas consecutivas de compras e não adquiriu novos bitcoins no período mais recente. 




Bernardo Pascowitch, CEO do Yubb e apresentador da Resenha do Dinheiro, afirma que o plano tem um nível de alavancagem e riscos envolvidos. 


“Basicamente transformou a empresa em uma tesouraria que compra e acumula bitcoin. Quando você investe na ação, acaba se expondo a essa estratégia. Mas a ideia de dobrar essa posição é arriscada, principalmente se o bitcoin cair”, observa. 


O cenário levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da operação em momentos de queda da criptomoeda. Segundo Marilia Fontes, especialista em renda fixa, a estrutura depende do desempenho do ativo. 


“Se o bitcoin cair, a empresa precisa vender parte da posição para honrar a dívida. Até agora, o preço médio de compra ainda está abaixo do mercado, mas isso pode mudar”, explica. 


Um ponto que reduz a pressão no curto prazo é o cronograma da dívida.


“Hoje, a empresa não tem vencimentos relevantes até 2027/28. Se o bitcoin se recuperar até esse tempo, a estratégia pode funcionar. O problema é se a queda continuar até esse período”, diz Pascowitch.


Além do risco financeiro, surgem questionamentos sobre a concentração do ativo. 


O bitcoin nasceu com a ideia de descentralização, mas ele está concentrando uma quantidade enorme nas mãos de uma única empresa, o que vai na direção oposta do que muitos defendem”, complementa. 


A operação ainda depende da adesão de investidores, em um momento de maior cautela com ativos de risco e custo de financiamento mais elevado. 


Resenha do Dinheiro 


Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.


O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal — como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol — mas sem perder a análise e o conteúdo.


A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.




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