Inflação nos Estados Unidos ameaça mercados globais
Após um mês de conflito envolvendo o Irã, a alta no preço do petróleo já começa a pressionar os índices de preços e intensifica a política monetária.
Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, analisa como a inflação americana serve de referência para os juros no mundo.
Qualquer mudança nesse indicador tem impacto direto sobre ativos globais, de bolsas a moedas, passando por títulos públicos e mercados emergentes.
Este e outros assuntos de economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.
“A inflação é algo que mais consegue afetar uma economia. Quanto mais essa alta deixa de ser temporária, maior o impacto na inflação”, afirma.
Além da pressão vinda da energia, o núcleo de inflação que exclui itens mais voláteis segue resiliente, puxada pelo custo de moradia.
“Mesmo antes, o Banco Central já não estava confortável em cortar juros. Agora, com o risco de inflação mais alta, menos ainda”, acrescenta.
Segundo Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, o momento também merece atenção por parte dos investidores devido à proximidade do fim do mandato de Jerome Powell à frente do Fed (Federal Reserve), previsto para 15 de maio, o que pode trazer mudanças na condução da política monetária americana.
“Estamos na iminência de uma mudança no comando do maior banco central do mundo. Os investidores vão acompanhar isso com cautela para entender como isso impacta os juros e os títulos públicos”, diz Pascowitch.
Questões políticas internas também entram no radar. “Além da guerra, há incerteza com manifestações e debates sobre políticas públicas. Isso acaba impactando outros países, inclusive o Brasil”, pondera Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”.
Esse ambiente tende a ser negativo para ativos de risco, especialmente em ciclos de juros mais altos. Ainda assim, o cenário não é totalmente linear.
“Um ciclo de alta de juros costuma ser ruim para a bolsa. Mas, ao mesmo tempo, muitas empresas aumentaram suas projeções de crescimento. As ações caíram, mas as expectativas subiram e isso torna mais difícil decidir se é hora de investir ou não”, conclui Fontes.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.
O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal — como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol — mas sem perder a análise e o conteúdo.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.





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