Conselho de segurança adia votação sobre Ormuz para a próxima semana
O Conselho de Segurança da ONU agora espera votar na próxima semana sobre uma resolução do Bahrein para proteger o transporte comercial no estreito de Ormuz e nas áreas ao redor, disseram diplomatas na sexta-feira (3).
No entanto, a China, com poder de veto, deixou claro que é contra a autorização de qualquer uso de força.
Uma reunião dos 15 membros do Conselho estava inicialmente marcada para sexta-feira, depois remarcada para sábado (4). Vários diplomatas disseram que a reunião foi adiada para a próxima semana, sem uma nova data anunciada até o momento.
A missão do Bahrein na ONU não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o motivo do atraso. A resolução enfrentou resistência da China, Rússia e outros países e foi suavizada em relação à sua versão original.
Os preços do petróleo dispararam desde que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, desencadeando um conflito que já dura mais de um mês e fechou em grande parte a principal via de transporte marítimo.
O Bahrein, atual presidente do Conselho de Segurança, finalizou um rascunho na quinta-feira (2) que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para proteger o transporte comercial.
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, havia dito ao conselho na quinta-feira que a votação seria realizada na sexta-feira, “se Deus quiser”, e acrescentou que o Bahrein esperava uma “posição unificada deste estimado conselho”.
O Bahrein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros estados árabes do Golfo e Washington, havia anteriormente retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória para superar objeções de outros países, particularmente da Rússia e da China.
Um quarto rascunho da resolução foi colocado sob o chamado procedimento de “silêncio” para aprovação até quinta-feira ao meio-dia. Diplomatas disseram que o silêncio foi quebrado pela China, França e Rússia, mas o texto foi posteriormente finalizado, ou “colocado em azul”, na linguagem da ONU, o que significa que a votação pode acontecer.
O rascunho finalizado autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses e até que o conselho decida de outra forma.”
No entanto, em suas declarações ao Conselho de Segurança na manhã de quinta-feira, o enviado da China na ONU, Fu Cong, se opôs à autorização do uso de força.
Ele disse que tal movimento seria “legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que inevitavelmente levaria a uma maior escalada da situação e causaria consequências graves.”
Uma resolução do Conselho de Segurança exige pelo menos nove votos a favor e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu continuar os ataques ao Irã e disse na sexta-feira que os EUA podem abrir o estreito de Ormuz com um pouco mais de tempo, mesmo enquanto cresce a pressão para que sua administração encontre uma resolução rápida para a guerra.
O Reino Unido sediou uma reunião na quinta-feira com mais de 40 países sobre esforços para reabrir e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz, e também expressou apoio à iniciativa do Bahrein de garantir uma resolução sobre a questão.





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