Caixa trava saques em espécie para emendas e impõe rastreio a pedido do STF
A Caixa Econômica Federal informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que passou a bloquear saques em dinheiro de emendas parlamentares e a rastrear o destino dos recursos após decisão do ministro Flávio Dino, que proibiu a retirada em espécie dessas verbas no início de março.
Na decisão, Dino determinou que os valores de emendas devem circular exclusivamente por meios eletrônicos, como transferências bancárias e Pix, para garantir rastreabilidade e reduzir riscos de corrupção e ocultação de recursos.
Agora, o banco comunicou à Corte que concluiu a implementação do sistema que coloca essa regra em prática, com controle sobre a movimentação das chamadas “emendas PIX”.
Na prática, o dinheiro não pode mais ser sacado “na boca do caixa” e passa a circular apenas dentro de um fluxo digital monitorado.
Além disso, a Caixa integrou seus sistemas à plataforma Transferegov, permitindo identificar o beneficiário final de cada repasse e acompanhar a execução dos pagamentos.
Apesar da implementação, o sistema ainda deve passar por um projeto-piloto coordenado pelo governo federal antes de ser usado em larga escala com recursos do Orçamento de 2026.





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