Após 2 anos, mulher desaparecida em floresta no Canadá é velada no Brasil
Quase dois anos após a morte da goiana Letícia Oliveira Alves, encontrada sem vida em uma floresta na fronteira do Canadá e dos Estados Unidos, seu corpo foi velado e sepultado neste domingo (30), no Cemitério Parque Memorial, em Goiânia (GO).
Letícia estava desaparecida desde 2023, mas seu corpo só foi encontrado em abril de 2024, em uma área de mata em Coaticook, na província de Quebec, próximo à fronteira com os estados de Vermont e New Hampshire, nos Estados Unidos. Desde então, a família aguardava a liberação para o traslado.
Segundo informações da ONG Unidentified Human Remains Canada, que auxiliava a família nas buscas, quando ela foi encontrada, uma autópsia foi realizada e apontou hipotermia como causa da morte.
Ainda de acordo com a entidade, o irmão relatou que, antes de ser encontrada morta, as últimas notícias indicavam que Letícia estava em Boston, aparentemente bem e feliz, mantendo contato com a família por meio do Facebook até dezembro de 2023. No início de 2024, suas contas em redes sociais foram apagadas e todas as publicações desapareceram, momento em que a família percebeu seu desaparecimento.

A CNN Brasil entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, que afirmou, em nota, que por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal, acompanha o caso e presta a assistência aos familiares de Letícia.
Quem era Letícia
Letícia formou-se em Química pela UFG (Universidade Federal de Goiás), em 2010, e possuía mestrado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Desenvolveu pesquisas científicas nas áreas de eletroanalítica, materiais, processos de fabricação e tratamento de esgoto.
Segundo o irmão, ela era mãe e deixa uma filha de 12 anos.
*Sob supervisão de Jorge Fernando Rodrigues




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