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Belo Horizonte,05/04/2026

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Holding ou offshore? Veja com Rodrigo Gonçalves Pimentel, quais são as diferenças e quando usar cada estrutura

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Holding ou offshore? Veja com Rodrigo Gonçalves Pimentel, quais são as diferenças e quando usar cada estrutura
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De acordo com o sócio do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados, Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, uma holding é um dos instrumentos mais estratégicos na organização patrimonial e empresarial, especialmente quando comparada à estrutura offshore. Logo, compreender essa diferença não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão que impacta diretamente na proteção, sucessão e eficiência tributária. Com isso em mente, a seguir, veremos como cada modelo funciona, quando utilizar cada estrutura e quais são as implicações para empresários que buscam crescimento sustentável e segurança jurídica.
O que é holding e como funciona na prática?
A holding é uma empresa criada para concentrar e administrar participações societárias ou patrimônio. Conforme destaca Rodrigo Pimentel Advogado, a sua principal função é organizar ativos sob uma estrutura jurídica única, facilitando controle e planejamento. Desse modo, empresários utilizam a holding para centralizar empresas do grupo ou bens pessoais, como imóveis e investimentos. Isso permite separar o patrimônio da pessoa física, reduzindo riscos e criando previsibilidade na sucessão.
Além disso, a holding pode melhorar a governança, como pontua o Dr. Lucas Gomes Mochi, também sócio do escritório. Pois, com regras definidas em contrato ou acordo de sócios, decisões estratégicas deixam de depender exclusivamente de pessoas físicas, reduzindo conflitos e aumentando a profissionalização.
Qual a diferença entre uma holding e uma offshore?
A diferença central está na localização e no objetivo. Enquanto a holding é uma estrutura societária que pode existir tanto no Brasil quanto no exterior, a offshore é uma empresa constituída no exterior, em outra jurisdição. Isto posto, a offshore não é sinônimo de irregularidade. Segundo o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, trata-se apenas de uma empresa fora do país, equivalente a um CNPJ estrangeiro. Na prática, a distinção pode ser resumida da seguinte forma:
Holding: estrutura jurídica para organizar patrimônio ou participações, geralmente no Brasil. Ela também pode ser criada no exterior;
Offshore: empresa constituída no exterior, com finalidade patrimonial, operacional ou de investimento;
Finalidades: a holding foca na gestão e controle; a offshore amplia possibilidades internacionais.
Holding patrimonial ou operacional: qual escolher?
Nem toda holding é igual. Existem dois modelos principais que atendem objetivos distintos. A holding patrimonial é voltada à gestão de bens. Ela concentra imóveis, aplicações financeiras e outros ativos, permitindo proteção contra riscos e facilitando o planejamento sucessório.
De acordo com o Dr. Lucas Gomes Mochi, esse modelo é comum em famílias empresárias que desejam evitar inventários complexos. Já a holding operacional participa diretamente da atividade econômica. Ela controla empresas do grupo e pode atuar na gestão estratégica, decisões financeiras e expansão de negócios. Assim sendo, a escolha depende do objetivo, todavia, a sua combinação também é possível para grupos empresariais que buscam eficiência e controle simultaneamente.
Quando usar holding e quando considerar offshore?
Em suma, a decisão entre holding e offshore depende do estágio do negócio e da complexidade patrimonial. A holding é indicada quando o foco está na organização interna. Empresas familiares, grupos em crescimento e empresários com patrimônio relevante encontram nela uma solução eficiente e acessível.
Já a offshore faz sentido quando há exposição internacional. Investimentos no exterior, operações fora do Brasil ou necessidade de planejamento sucessório global justificam sua adoção. Em muitos casos, a melhor estratégia não é escolher entre uma ou outra, mas integrar ambas. Como comenta Rodrigo Pimentel Advogado, estruturas híbridas permitem aproveitar o melhor dos dois modelos, desde que bem planejadas.
Uma estratégia patrimonial que exige visão estrutural
Em última análise, a escolha entre holding e offshore não deve ser baseada em tendência ou percepção superficial. Trata-se de uma decisão estratégica que envolve proteção, governança e eficiência tributária. Dessa maneira, empresários que estruturam corretamente seu patrimônio conseguem reduzir riscos, melhorar a sucessão e ampliar oportunidades de crescimento.
Por outro lado, decisões mal planejadas podem gerar custos elevados e insegurança jurídica. Assim sendo, compreender as diferenças entre holding e offshore permite construir uma base sólida para o futuro empresarial, alinhando estrutura jurídica com objetivos reais de longo prazo.




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