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Belo Horizonte,30/03/2026

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Peggy Gou no Brasil: as marcas nacionais que vestiram a DJ

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Peggy Gou no Brasil: as marcas nacionais que vestiram a DJ

De Misci a Piet, a sul-coreana montou looks com labels brasileiras durante sua passagem pelo país e acabou funcionando como um radar involuntário da moda local. Foto: Reprodução


Peggy Gou dificilmente passa batida. Quando desembarcou no Brasil, não foi diferente. Entre shows, eventos e aquela movimentação natural que sempre a acompanha, ela transformou a própria visita numa vitrine orgânica para marcas brasileiras que representam bem o que a moda nacional tem de mais interessante no momento. No corpo (e não só na mala), apareceram Misci, Egho Studios, Working Title e Piet. 


A escolha não parece aleatória. Peggy sempre teve uma relação bem pessoal com roupa. Mesmo dentro do universo da música eletrônica, ela foge do óbvio: não fica só nas grifes internacionais nem segue aquele styling previsível. Ela mistura marcas de autor, streetwear, silhuetas limpas e labels com personalidade forte. No Brasil, esse jeito dela de se vestir acabou servindo de endosso natural para quatro nomes bem diferentes entre si.


 


Misci, por exemplo, é talvez a que melhor traduz um certo “brasileirismo” sofisticado. A marca de Airon Martin trata a roupa como um discurso visual: mistura referências de território, design, memória e comportamento sem nunca cair no clichê ou na caricatura. É moda que chama atenção pela força da imagem, mas não precisa de exagero para se sustentar. A Egho Studios aparece aqui a partir do boné escolhido por Peggy Gou. Criada por Romerio Castro e Gabriel Amaro, a marca trabalha uma assinatura grunge sem caricatura, com peças que carregam peso visual e um acabamento menos óbvio. No look da DJ, o acessório ajuda a quebrar a limpeza da produção e puxa a composição para um lugar mais tenso, que conversa bem com a imagem que ela construiu.








A Working Title entra nesse contexto com uma característica curiosa. Embora seja mais conhecida como multimarcas, a etiqueta própria vem ganhando cada vez mais força. Esse vai e vem entre curadoria e criação própria é exatamente o que dá personalidade à marca. Com Peggy, funciona porque ela não veste “tendência” pura – ela veste repertório, seleção e contexto. Já a Piet talvez seja a que melhor representa a ponte entre streetwear e cultura pop no Brasil. Pedro Andrade entendeu há bastante tempo como transformar referências de rua, esporte, música e branding em produto que realmente circula. Ver Peggy usando Piet aqui reforça o lugar da marca como uma das mais reconhecíveis quando o papo é moda brasileira com potencial internacional.


 


A presença dessas quatro marcas no guarda-roupa de Peggy Gou durante sua estadia no Brasil diz bastante sobre o momento da moda nacional. Não porque uma artista internacional precise validar alguma coisa, mas porque esse recorte ajuda a mostrar como labels brasileiras, cada uma com sua linguagem, vêm ocupando espaço de desejo, imagem e relevância. Peggy passou por aqui mais uma vez e deixou também um pequeno mapa de nomes que ajuda a ler parte da moda brasileira de agora.


 


O post Peggy Gou no Brasil: as marcas nacionais que vestiram a DJ apareceu primeiro em Harper's Bazaar » Moda, beleza e estilo de vida em um só site.




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