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Belo Horizonte,05/04/2026

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Nem humanos nem câmeras: gigantes da tecnologia recorrem a cães robôs para proteger dados; entenda

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Nem humanos nem câmeras: gigantes da tecnologia recorrem a cães robôs para proteger dados; entenda
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Você confiaria a segurança de bilhões de dólares a um robô de quatro patas? Na corrida pela proteção de centros de dados, gigantes da tecnologia estão dizendo que sim. Empresas como Meta, Amazon, Microsoft e Google vêm direcionando parte dos mais de US$ 670 bilhões investidos em 2024 para a adoção de cães robôs, capazes de patrulhar infraestruturas críticas onde dados digitais são armazenados e processados continuamente.
Vigilância automatizada ganha espaço
Equipamentos como o Spot, da Boston Dynamics, e o Vision 60, da Ghost Robotics, deixaram de ser protótipos curiosos para se tornarem parte ativa da segurança. Segundo reportagem do Business Insider, esses robôs percorrem corredores, salas de servidores e áreas externas em busca de falhas e riscos operacionais.
Com sensores avançados, eles identificam vazamentos, variações de temperatura, presença de gases e até ruídos anormais. Também são capazes de ler indicadores analógicos e mapear o ambiente com tecnologia LiDAR, detectando qualquer alteração fora do padrão.
A adoção já ocorre em instalações como o Novva Data Centers, em Utah, e o Oracle Industry Lab, em Chicago. O investimento inicial, entre US$ 165 mil e US$ 300 mil por unidade, tende a se pagar em cerca de 18 meses, frente ao custo anual estimado de equipes humanas de vigilância, segundo dados do setor.
Além da economia, os robôs operam sem pausas, resistem a condições extremas e contam com interfaces baseadas em inteligência artificial para interagir com técnicos e visitantes.
Expansão e limites da automação
Apesar das vantagens, a implementação ainda exige estrutura. Estações de recarga, troca de baterias e planejamento de rotas são necessários para garantir o funcionamento eficiente. Obstáculos físicos e condições específicas do ambiente também podem limitar o desempenho.
O mercado, porém, segue em crescimento acelerado. Estima-se que cerca de 500 mil robôs industriais, incluindo cães robôs e drones, estejam em operação, com projeção de dobrar até 2030 e movimentar US$ 21 bilhões, de acordo com o Business Insider.
A expansão reacende discussões sobre o impacto no trabalho humano. Representantes da Ghost Robotics afirmam que, embora os robôs não adoeçam nem tirem férias, seu papel atual é complementar. Decisões críticas continuam sob responsabilidade de operadores humanos.
O avanço também se conecta a um movimento mais amplo de automação. Empresas como a Samsung já estudam fábricas totalmente operadas por robôs humanoides, máquinas projetadas para replicar movimentos humanos e atuar em ambientes pensados para pessoas.
Nos centros de dados, os cães robôs funcionam como sensores móveis, atuando tanto em áreas externas sob altas temperaturas quanto em corredores internos resfriados, ambientes onde a estabilidade é essencial para manter o mundo digital em funcionamento contínuo.
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