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Belo Horizonte,05/04/2026

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Árbitra comenta pela primeira vez fala machista de zagueiro do Bragantino

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Árbitra comenta pela primeira vez fala machista de zagueiro do Bragantino
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A árbitra Daiane Muniz se pronunciou pela primeira vez sobre o episódio de machismo ocorrido após a eliminação do Red Bull Bragantino no Campeonato Paulista.


A declaração foi dada em entrevista exclusiva à revista “Marie Claire”.




O caso aconteceu em 21 de fevereiro, após derrota para o São Paulo nas quartas de final. O zagueiro Gustavo Marques criticou a arbitragem e questionou a presença de uma mulher em um jogo decisivo.


“Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocar uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. (…) Ela acabou com o nosso jogo. Eu acho que a Federação Paulista tem que olhar para uns jogos desse tamanho, não colocar uma mulher”, afirmou o jogador na ocasião.


Daiane, de 37 anos, é árbitra da Fifa e já atuou em competições como os Jogos Olímpicos de Paris 2024 e Copas do Mundo femininas. A repercussão do caso foi imediata. Após o episódio, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo puniu Marques com 12 jogos de suspensão e multa de R$ 30 mil.


A árbitra afirmou ter se sentido apoiada pelas instituições após o caso, citando a atuação da Federação Paulista de Futebol e da CBF.


“Eu me senti amparada e representada. Na verdade, me sinto assim com as instituições que represento, tanto a Federação Paulista de Futebol quanto a CBF. Acredito que a postura delas, além do apoio que trazem pela causa, é o mais importante nesse caso”, avaliou.


Não obstante, Daiane explicou que criou mecanismos para lidar com situações como essas.


“Eu, como profissional, tenho minhas estratégias para seguir, para não ser abalada, para não entender isso como algo que vá me prejudicar ou diminuir a minha força mental. Mas as instituições fizeram o papel delas.”


“Não negocio respeito”


A árbitra também ressaltou que o ambiente ainda passa por transformação, mas que a presença feminina contribui para mudanças estruturais no esporte. Segundo Daiane, episódios como o ocorrido não podem definir carreiras, mas devem servir como ponto de reflexão sobre o futebol e seus agentes.


“Eu acredito que, dentro de campo, a gente precisa falar sobre liderança. E liderança, independentemente do gênero, é a capacidade de se sustentar. O futebol me ensina que liderar não é impor, mas sustentar uma decisão sob pressão”, disse.


Daiane também destacou a evolução do espaço feminino no futebol e o papel da presença em campo nesse processo.


“Dentro do campo, eu não negocio o respeito. Mas eu acredito que o futebol está mudando e que, cada vez que uma mulher ocupa esse espaço com competência, essa mudança avança um pouco mais.”


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