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Belo Horizonte,23/03/2026

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Eles começaram oferecendo aulas online para idosos na pandemia e hoje faturam R$ 300 mil com uma escola cultural para o público 60+

revistapegn.globo.com
Eles começaram oferecendo aulas online para idosos na pandemia e hoje faturam R$ 300 mil com uma escola cultural para o público 60+


Criada em meio à pandemia, com um professor, uma conta em uma plataforma de videochamada e 12 alunos, a Ciclos+ nasceu de uma mudança de rota profissional de Juliana Enderle, 51 anos, e Cristiano Cunha, 50 anos. Hoje, o negócio, que atua como uma escola cultural focada no público acima de 60 anos, tem faturamento anual de R$ 300 mil e projeto de expansão por meio de franquias.
Antes da Ciclos+, Enderle vinha de uma trajetória de quase duas décadas no franchising, como franqueada da Cacau Show. Decidida a ter um negócio próprio e atuar em um setor mais próximo à sua formação em design de interiores, ela começou a traçar um projeto voltado a profissionais da área No caminho, uma colega fez a ponte entre ela e Cunha, que vinha da área acadêmica e pensava em empreender com algo direcionado para o público idoso.
Juntos, em 2019, eles começaram a idealizar um projeto de extensão com dois hubs, um para designers e um para pessoas acima de 60 anos. Em março de 2020, decidiram redesenhar a proposta para focar apenas em idosos. “Quando a gente ia montar o espaço físico, veio a pandemia. Pensamos que os designers conseguiriam dar conta do período, mas que seria uma época difícil para os 60”, diz Cunha.
Em julho daquele ano, eles lançaram a primeira turma da Ciclos+, com aulas online sobre história da arte. Os primeiros alunos foram captados a partir de contatos dos empreendedores.
Para Enderle, o resultado da primeira turma surpreendeu pelo impacto na vida dos alunos para além da esfera pedagógica. “No início, as pessoas estavam debilitadas, ficavam de qualquer jeito nas aulas. Com o tempo, foram criando um senso de comunidade, começaram a se arrumar para os encontros e até entrar mais cedo na sala virtual para poder conversar com outras pessoas antes da aula”, afirma a empreendedora.
A partir da observação das demandas dos alunos, eles notaram uma oportunidade de criar projetos para além do tempo de aula e expandiram a proposta do negócio para três pilares: aprendizado, socialização e pertencimento. Mesmo durante o isolamento, a empresa passou a ativamente oferecer horários fora da aula para interação entre os alunos. Em 2022, passou a operar de forma presencial em Porto Alegre (RS) dentro de uma universidade.
Atualmente, a Ciclos+ reúne diferentes frentes de atuação. Além das disciplinas regulares, a empresa passou a oferecer visitas culturais, viagens, confraternizações, eventos e cursos livres. Na estrutura regular, a escola trabalha, em geral, com oito disciplinas semestrais, de segunda a quinta-feira.
O perfil dos alunos, segundo os sócios, é diverso. “Nós temos alunos de 59 a 94 anos de diferentes áreas”, diz Cunha. No momento, a escola conta com 110 estudantes.
Empresa oferece atividades dentro e fora das salas de aula
Divulgação
Próximos passos
A partir da consolidação da operação, os fundadores começaram a perceber uma demanda pela replicação do negócio em outras cidades. Segundo Enderle, o movimento surgiu de forma orgânica, com pessoas perguntando se a Ciclos+ já existia em outros municípios para indicar o projeto a familiares.
Para facilitar e acelerar o processo de expansão, os empreendedores optaram por franquear o negócio. A formatação começou em 2025 e levou cerca de seis meses. Antes mesmo de iniciar um processo estruturado de captação de leads, a empresa já comercializou a primeira unidade, em Pelotas (RS), com inauguração prevista para este mês.
A empresa tem dois formatos de franquia. O primeiro é o Essência, com sede própria e investimento inicial a partir de R$ 70 mil. O segundo é o Conexão, pensado para funcionar em parceria com universidades, hubs, centros culturais e outros espaços já existentes, exigindo um aporte inicial de R$ 45 mil.
A unidade de Pelotas será aberta no segundo modelo, dentro de um hub de inovação. “Os nossos alunos têm a oportunidade de conviver com outras pessoas e isso é um estímulo de vida também”, afirma Enderle.
Para este ano, os empreendedores afirmam que estão avaliando interessados em cidades como Joinville (SC), Florianópolis (SC), Santa Maria (RS), Caxias do Sul (RS), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). A meta, segundo Enderle, é chegar ao fim do ano com 20 franquias, entre inauguradas e comercializadas.
Atualmente, a maior parte do faturamento da companhia ainda vem das aulas, mas os empreendedores projetam o crescimento de outras frentes nos próximos meses. Uma das apostas é a parceria com casas de repouso e cuidado para idosos. Segundo Cunha, a unidade de Porto Alegre já conta com um sênior living parceiro e a expectativa é expandir o modelo e parceria para outros municípios.
"Mais do que números, o foco estratégico da Ciclos+ é crescimento sustentável, impacto social positivo e consolidação como referência em educação e longevidade ativa", conclui Enderle.
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