Seja bem-vindo
Belo Horizonte,04/04/2026

  • A +
  • A -

Como o "culto à magreza" e dietas restritivas impactam a saúde íntima feminina

A busca desenfreada pelo padrão estético pode enfraquecer o assoalho pélvico e agravar problemas como incontinência e dor na relação; a fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira alerta para os riscos invisíveis das mudanças drásticas de peso na musculatura

Assessoria de Imprensa
Como o Dra. Flaviana Teixeira / Divulgação Asssessoria
Publicidade

A obsessão pelo corpo perfeito
tem cobrado uma conta alta que poucas mulheres conseguem associar ao espelho: a
perda de sustentação dos órgãos internos. Estima-se que cerca de 30% das
mulheres enfrentarão algum distúrbio do assoalho pélvico ao longo da vida, e a
busca por um emagrecimento rápido e sem critérios é um dos gatilhos silenciosos
para esse cenário. Quando o corpo perde massa muscular de forma desordenada
através de dietas severas, a musculatura que sustenta o útero, a bexiga e o
reto também enfraquece, abrindo portas para escapes de urina e disfunções
sexuais.

 Flaviana Teixeira, especialista
no cuidado com a pelve, explica que o assoalho pélvico não está isolado do
restante do organismo. Segundo ela, a carência de nutrientes essenciais
prejudica diretamente a produção de colágeno e a força muscular da região.

"Muitas
pacientes chegam após perdas rápidas de peso, celebrando a estética, mas
relatando escapes urinários ao esforço. Em contextos de restrição nutricional
importante e perda de massa magra, a musculatura — inclusive a pélvica — pode
ter sua força e capacidade de sustentação comprometidas”, alerta.
 

Além da questão biológica, o
impacto psicológico do culto à magreza gera uma tensão constante no corpo
feminino. O estresse e a ansiedade de tentar se encaixar em um padrão
inalcançável fazem com que muitas mulheres mantenham a pelve constantemente
contraída ou, pelo contrário, percam totalmente a percepção sensorial da área.
Esse desequilíbrio é um prato cheio para o surgimento de dores durante a
relação sexual, já que o corpo entende a restrição e o julgamento estético como
um estado de ameaça constante.
 

A fisioterapeuta ressalta que o
impacto é ainda mais severo em mulheres que praticam exercícios de alto impacto
sem o devido suporte nutricional e físico.

"Existe um mito de que ser
magra é sinônimo de ser saudável, mas vemos barrigas negativas que escondem
assoalhos pélvicos exaustos. Sem gordura essencial e sem proteína para
reconstrução muscular, a pelve cede. A mulher conquista o abdômen dos sonhos,
mas perde o controle sobre sua própria bexiga e sua libido", pontua a
palestrante.

O alerta serve como um convite
para que o autocuidado feminino vá além do que é visto por fora. O tratamento
passa por reeducar a percepção sobre o próprio corpo e fortalecer a região
íntima com exercícios específicos, devolvendo a funcionalidade que as dietas
restritivas roubaram. Para a especialista, o foco deve sair da balança e voltar
para a autonomia do corpo:

"Saúde íntima é liberdade. Nenhuma dieta vale a
perda da sua funcionalidade e do seu prazer".

O trabalho de conscientização
liderado por Flaviana busca humanizar o tratamento fisioterapêutico, mostrando
que a reabilitação pélvica é, antes de tudo, um resgate da dignidade feminina
frente às pressões externas. O foco não é proibir o emagrecimento, mas garantir
que ele ocorra sem sacrificar a estrutura que sustenta a vida da mulher.

 

























 




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.