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Belo Horizonte,09/10/2026

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MPMG denuncia homem que matou ex-companheira com golpes de botijão de gás em Coronel Fabriciano

g1.globo.com
MPMG denuncia homem que matou ex-companheira com golpes de botijão de gás em Coronel Fabriciano


Crime aconteceu no bairro Amaro Lanari
Marina Bhering/Inter TV dos Vales
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um homem de 37 anos pelo feminicídio da ex-companheira, Cícera Roberta Pereira de Farias, de 36 anos, morta com golpes de um botijão de gás de 13 kg dentro de casa, no bairro Amaro Lanari, em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. A denúncia foi divulgada nessa sexta-feira (9) e aponta que o crime aconteceu em um contexto de violência doméstica e familiar.
O crime aconteceu na noite do dia 17 de setembro. Segundo a denúncia, o homem e a mulher estavam em um quarto da residência quando ele exigiu o celular dela por suspeitar de uma traição. Diante da recusa, ele saiu do cômodo, foi até a sala e voltou carregando um botijão de gás.
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Conforme o Ministério Público, a vítima estava deitada quando foi surpreendida por diversos golpes, concentrados principalmente na cabeça e no rosto. Os ferimentos provocaram a morte, de acordo com o laudo pericial. O casal tinha dois filhos.
Homem confessou o crime após ser preso
Na época do crime, a Polícia Militar informou que o homem deixou a residência em uma moto após as agressões. A filha adolescente do casal, de 14 anos, encontrou a casa trancada quando voltou e, com a ajuda de vizinhos, conseguiu entrar no imóvel, onde encontrou a mãe morta em um dos quartos.
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Após buscas, o suspeito foi localizado e preso na BR-381, enquanto seguia em direção a Belo Horizonte. Segundo a PM, ele confessou o crime durante a abordagem e relatou que agiu após uma discussão motivada por ciúmes.
Denúncia aponta violência e controle sobre a vítima
De acordo com o MPMG, o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, comportamento possessivo, ameaças e controle dos deslocamentos, dos contatos e do celular da mulher.
A denúncia aponta duas qualificadoras para o feminicídio: o emprego de meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O documento foi assinado pelo promotor de Justiça da 1ª Promotoria de Coronel Fabriciano.
O oferecimento da denúncia dá início à ação penal, mas não representa uma condenação. A responsabilização do acusado será analisada pela Justiça.
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