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Belo Horizonte,04/04/2026

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Liderança sustentável e humanizada começa pela saúde mental

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Liderança sustentável e humanizada começa pela saúde mental
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O Seminário LIDE Wellness e Qualidade de Vida, organizado pelo Grupo LIDE, reuniu na última semana especialistas de diversas áreas para discutir a sustentabilidade da liderança por meio de um tripé que interessa todos, independentemente do cargo que ocupa no trabalho: longevidade, felicidade e saúde mental. Os temas entraram em pauta fugindo de conceitos abstratos, e foram mostrados como escolhas diárias que definem não apenas quanto tempo vivemos, mas como vivemos esse tempo. E mais: como a cultura das empresas pode ser transformada a partir do exemplo de quem está à frente.


Dividido em dois painéis, o evento passeou da neurofisiologia dos exercícios à biologia da conexão espiritual, passando por genética, perdão, propósito e até pela ciência do envelhecimento saudável. No centro de todas as conversas, uma certeza: não há sucesso profissional que compense o fracasso pessoal de uma vida vivida no piloto automático. E se o caminho para uma liderança mais humana interessa a CEOs e executivos, ele também aponta direções para qualquer um que deseje, simplesmente, viver melhor.


Confira abaixo os principais pontos do evento:


Abertura e moderação


Bruno Meyer (moderador e jornalista)


Como head de Conteúdo do LIDE, ele introduziu o evento ressaltando a relevância da plataforma para o debate de temas estratégicos. Meyer posicionou o seminário como um espaço essencial para discutir como o bem-estar e a qualidade de vida influenciam diretamente a sustentabilidade e a eficácia da liderança no mundo corporativo.


Sri Prem Baba (mestre espiritual e head do LIDE Wellness)


Argumentou que 2026 é um ano de transição que exige discernimento para não ceder a polarizações e conflitos. Ele enfatizou que a longevidade e a felicidade são ativos estratégicos, pois líderes exaustos e desconectados perdem a capacidade de tomar decisões sábias e amplificam as dificuldades do coletivo.


Painel 1: Exercícios, Esportes e Longevidade


Luís Fernando Furlan (chairman do LIDE)


Compartilhou sua jornada pessoal de autocuidado, destacando a importância de estabelecer metas diárias de caminhada, sono e consumo calórico. Ressaltou que o fortalecimento das pernas é vital, pois elas atuam como bombas que impulsionam o sangue para o coração e o cérebro, prevenindo doenças degenerativas.


Walter Feldman (presidente do Fórum SP de Longevidade)


Walter Feldman falou sobre terceira idade ativa no mercado de trabalho


Defendeu que a longevidade é um tema estrutural e revolucionário que exige uma mudança na pirâmide etária e no planejamento da sociedade. Feldman destacou que os idosos atuais são ativos e desejam continuar empreendendo e aprendendo, o que demanda a criação de novos modelos de convivência intergeracional.


Fernanda Venturini (atleta olímpica)


Fernanda Venturini explicou a importância da musculação


Enfocou na medicina integrativa e na força física como pilares da autonomia. Ela sugeriu a suplementação de vitamina D e a retirada de alimentos inflamatórios (farinha, leite e açúcar), defendendo que a musculação é a ferramenta essencial para evitar a dependência de cadeiras de rodas ou enfermeiros no futuro.


Fernanda Catena (médica especialista em longevidade)


Explicou que o exercício físico funciona como uma estratégia neurofisiológica, liberando citocinas e neurotransmissores que “banham” o cérebro com substâncias que promovem a felicidade. Para ela, o movimento gera segurança e resiliência, permitindo que o indivíduo mantenha a capacidade de decisão e criatividade.


Egídio Dória (coordenador do USP 60+)


Alertou para o abismo entre a expectativa de vida e a expectativa de vida saudável, que no Brasil apresenta uma diferença de cerca de 10 anos. Ele recomendou a adoção de “microdoses” de novos hábitos e destacou que exercícios de alta intensidade são mais eficazes para reduzir riscos de mortalidade e doenças crônicas.


Ricardo de Lázaro (CEO da Genera)


Discorreu sobre como a genética influencia entre 15% e 50% da longevidade, especialmente em pessoas centenárias. Ele defendeu que o teste genético serve como uma ferramenta de engajamento, permitindo que as pessoas façam escolhas preventivas personalizadas com base em suas predisposições biológicas.


Ricardo Guerra (CEO da Wellhub Brasil)


Pontuou que a mudança de hábitos é um fenômeno social e que os líderes devem transformar as microculturas corporativas para combater o presenteísmo. Ele destacou que o equilíbrio energético, advindo de sono e nutrição, é o que permite que o cérebro das pessoas continue inovando e produzindo resultados.


Painel 2: Fé, Espiritualidade e Felicidade


José Ruguê (médico e especialista em Ayurveda)


Criticou a visão que reduz a felicidade a uma deficiência química de serotonina. Ele propôs o resgate de valores internos e pilares éticos do yoga: viver sem violência, ser veraz, servir aos outros e meditar, afirmando que a mente existe independente do cérebro.


Gustavo Arns (especialista em felicidade)


Diferenciou o prazer (sensorial e passageiro) da felicidade (um estado sustentável e construído). Arns explicou que a felicidade exige autorresponsabilidade e o cultivo de cinco elementos: bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual.


Marcelo Serrado (ator e pesquisador)


Marcelo Serrano ressaltou a importância de acolher problemas relacionados à saúde mental


Utilizou sua experiência pessoal com a síndrome do pânico para humanizar o debate sobre saúde mental. Ele defendeu a importância de “conversar com a crise” para desestigmatizar o sofrimento psíquico e mostrou como transformar momentos de vulnerabilidade em propósito de vida.


Vânia Assaly (endocrinologista e nutróloga)


Apresentou a “biologia da conexão”, demonstrando que a espiritualidade e as relações sociais saudáveis têm a capacidade real de reduzir a velocidade do envelhecimento biológico. Citou estudos que comprovam que o isolamento social acelera o declínio da saúde, enquanto a fé e o afeto protegem os genes.


Roberto Shinyashiki (psiquiatra e escritor)


Roberto Shinyashiki devaneou sobre os mistérios da vida


Provocou a audiência ao afirmar que o controle excessivo e as metas irreais destroem a felicidade. Ele introduziu o conceito de “Viavastite” (infinitos fatores) para explicar que devemos aceitar o mistério da vida e resgatar a espontaneidade em vez de tentar gerenciar cada minuto da existência.


João Doria (co-chairman do LIDE)


Relatou que sua transição para o setor privado foi marcada pela decisão consciente de viver sem ódio e praticar o perdão, o que melhorou sua qualidade de vida. Concluiu afirmando que a espiritualidade é uma forma de capturar a energia mais pura da matéria para vibrar positivamente.


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