Juiz define o que é 'asa de frango' em processo contra rede de fast-food nos EUA — e pode mudar cardápios

Nos Estados Unidos, ao vender asas de frango, um restaurante pode não precisar mais comercializar asas propriamente ditas. Isso porque um juiz do estado de Illinois deu vitória à rede Buffalo Wild Wings, que foi processada por um cliente que alegou que a empresa lucrava ao vender asas de frango desossadas que, na verdade, seriam nuggets.
Aimen Halim, de 39 anos, processou a rede de fast-food em 2023 e pediu US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões) em indenização. O juiz John Tharp Jr., no entanto, rejeitou o argumento de Halim. As informações são do Daily Mail.
“Um consumidor razoável não pensaria que as asas desossadas da BWW fossem realmente asas de frango desossadas”, afirmou Tharp.
O argumento do cliente era que ele não teria comprado o prato se soubesse que ele não era feito de asas de frango, o que, segundo ele, lhe causou prejuízo financeiro. Em um parecer de 10 páginas, Halim alegou que a empresa violou a Lei de Fraude ao Consumidor do estado de Illinois.
Mas o juiz não aceitou a sugestão de Halim de que a rede mudasse o nome do produto para algo como “bolinhos de frango”.
Na internet, o Buffalo Wild Wings descreve as asas desossadas como “frango suculento, feito apenas com carne branca, levemente empanado e temperado à mão com o molho ou tempero seco de sua escolha”.
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