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Belo Horizonte,21/07/2026

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8 amizades entre designers que provam que a moda não vive só de rivalidade

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8 amizades entre designers que provam que a moda não vive só de rivalidade
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Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Getty Images


Todos já ouviram falar sobre a rivalidade entre Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld – que extrapolou o profissional e chegou em assuntos amorosos – ou da inimizade entre Coco Chanel e Elsa Schiaparelli. Afinal, a moda costuma alimentar histórias de concorrência, disputas por atenção e rivalidades entre criadores. 


Por trás das primeiras filas, dos calendários apertados e das comparações inevitáveis entre marcas, porém, também existem relações construídas a partir da admiração e da confiança. São amizades que começam nos ateliês, atravessam mudanças de cidade, acompanham novos cargos e, em alguns casos, sobrevivem até mesmo às transformações da vida pessoal. 


Neste dia Dia do Amigo, aproveite para conhecer oito duplas que mostram que companheirismo nunca sai de moda.


 


Donatella Versace e Alessandro Michele


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


Pouco se sabe sobre o início da amizade entre Donatella Versace e Alessandro Michele, já que se tornou pública apenas em 2017, quando o então diretor criativo da Gucci esteve na primeira fila do desfile em que Donatella celebrou o legado de Gianni Versace. 


No ano seguinte, foi ela quem acompanhou uma apresentação da Gucci, quando o designer vivia um dos momentos centrais da criação do seu legado na etiqueta italiana. A proximidade voltou a aparecer recentemente, quando os dois se sentaram lado a lado na estreia de Demna na Gucci. 


Jonathan Anderson e John Galliano


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


A presença de Galliano na estreia de Anderson na alta-costura da Dior tornou visível uma relação de amizade, admiração e apoio cultivada nos bastidores. Pouco depois da chegada do designer irlandês à marca francesa, Galliano visitou seu ateliê e lhe entregou um buquê de ciclâmenes. O gesto se tornou ponto de partida para a coleção que marcou sua chegada ao universo couture. 


Ao convidar Galliano para a primeira fila, Anderson também reconheceu a importância do designer em sua formação e na história da própria Dior. Anderson partiu da memória e do apoio do amigo para construir uma linguagem própria em seu novo capítulo na maison.


Matthieu Blazy e Pieter Mulier


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


A relação entre Blazy e Mulier atravessa vida pessoal, formação profissional e uma admiração que os dois nunca fizeram questão de esconder. Companheiros durante 17 anos, eles se conheceram trabalhando com Raf Simons (em sua marca homônima e na Calvin Klein) e cresceram dentro de uma mesma comunidade criativa antes de assumirem o comando de grandes maisons. 


Quando Mulier foi anunciado como diretor criativo da Alaïa, Blazy celebrou publicamente a conquista. Poucos meses depois, foi Mulier quem demonstrou orgulho com a chegada de Blazy à Bottega Veneta. Mesmo após o fim do relacionamento, o carinho continuou. Mulier acompanhou a estreia de Blazy na Chanel, em outubro de 2025, enquanto Blazy esteve no último desfile do amigo à frente da Alaïa, em março de 2026. 


Walério Araújo e Weider Silveiro



Weider Silveiro ainda era adolescente, no interior do Nordeste, quando viu Walério Araújo em um programa de televisão e decidiu que gostaria de conhecê-lo. O encontro aconteceu anos depois, quando Silveiro estudava moda e trabalhava como assistente do estilista Délcus Bezerra. Os dois participaram do projeto HotSpot, e Bezerra fez a apresentação. 


Para Silveiro, Araújo representava a possibilidade concreta de encontrar espaço em uma indústria ainda muito fechada a profissionais de fora do eixo Rio-São Paulo. Quando o piauiense terminou a faculdade, foi o pernambucano quem o incentivou a mudar para a capital paulista, argumentando que seu trabalho seria  compreendido na cidade. Sem ter onde morar, Silveiro foi acolhido na casa do amigo, onde viveu por um ano e meio. 


Três décadas depois, os dois continuam próximos. A amizade inclui divergências, discussões e pontos de vista distintos, mas permanece sustentada pelo respeito e pela certeza de que um estará presente quando o outro precisar.


Carlos Penna e Luiz Claudio, do Apartamento 03


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


A amizade de Carlos Penna e Luiz Claudio começou em 2016, quando a marca de Penna ainda dava seus primeiros passos. O diretor criativo da Apartamento 03 entrou em contato com o designer de acessórios pelo Instagram, sugerindo uma conversa. O que deveria ser uma reunião profissional se transformou em horas de troca sobre moda, materiais, referências e os caminhos que os dois pretendiam construir. 


Mineiros de Belo Horizonte, eles passaram a colaborar em desfiles e coleções. Em cerca de dez anos, fizeram juntos aproximadamente 18 apresentações. A parceria também acompanhou a decisão de deixar Minas Gerais e buscar novas oportunidades em São Paulo. Ao chegarem à cidade, descobriram, sem qualquer combinação prévia, que haviam escolhido morar no mesmo prédio. A proximidade facilitou a adaptação e estendeu as conversas para além do trabalho. 


Ana Paula Torres e Lívia Colucci, da White Hall


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


Ana Paula conhecia e admirava o trabalho de Lívia antes de as duas se tornarem amigas. A aproximação começou quando uma das filhas de Ana Paula visitou o ateliê da WhiteHall para acompanhar a prova do vestido de uma amiga. Depois de ouvir sobre a experiência, a própria estilista procurou a fundadora do ateliê para produzir peças destinadas a momentos importantes de sua própria marca.


A parceria profissional abriu espaço para uma convivência constante. Lívia passou a frequentar eventos da Paula Torres, enquanto Ana Paula acompanhava os lançamentos da WhiteHall. Com o tempo, os encontros também chegaram às comemorações pessoais e às conversas sobre os interesses que as duas compartilham. A confiança construída nesse percurso levou Ana Paula a escolher Lívia para criar seu vestido de noiva e também os vestidos usados por integrantes de sua família para o dia especial. 


Gabriela Rabelo, da August Swim, e Angélica Carvalho, da Liha


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


A amizade entre Gabriela e Angélica começou ainda na infância e atravessou a pré-adolescência, a juventude, até a entrada das duas no mercado profissional. Ao criarem suas próprias marcas, elas passaram a lidar com desafios semelhantes e encontraram uma na outra uma pessoa de confiança para compartilhar dúvidas, números, referências e decisões do cotidiano. 


Mesmo com estilos de vida diferentes, as duas continuam presentes tanto na vida pessoal quanto na profissional. Essa experiência também ajudou a criar uma rede maior: Gabriela e Angélica organizaram um grupo que reúne 78 mulheres empreendedoras de São Paulo e da região. Os encontros funcionam como uma rede de trocas sobre faturamento, fornecedores, contratações, produtos, erros e aprendizados. Ao abrir essas conversas para outras mulheres, a dupla amplia para o mercado uma lógica que já orientava a própria amizade.


Mariah Rovery e Roberta LaMacie


Essas duplas mostram como afeto, troca criativa e apoio profissional também ajudam a construir a indústria da moda. Foto: Reprodução


Mariah Rovery e Roberta LaMacie se conheceram há cerca de dez anos por meio de amigos em comum. Roberta namorava um dos melhores amigos de Vitor, marido de Mariah, mas a amizade entre elas não surgiu imediatamente. A aproximação aconteceu aos poucos, quando começaram a conversar com maior frequência e perceberam a quantidade de interesses compartilhados. 


As duas se conectaram pela relação com a natureza, pela arte e pelo interesse em processos artesanais. A afinidade também se estendeu ao trabalho criativo. Em vez de separar rigidamente amizade e profissão, Mariah e Roberta transformaram seus interesses em um campo contínuo de troca, no qual experiências pessoais, repertório visual e curiosidade alimentam uma relação que já atravessa uma década.


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